quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Poemas Publicados 2017 - 050 (N.º 563 - Ano IV)


Crepúsculo. Foto: Francisco Ferreira.

Ocaso



Os cavaleiros do apocalipse

apearam de seus cavalos

embainharam as espadas de fogo.

Entram  em seus possantes

automóveis importados

envergando sedas e linhos

brandem canetas de ouro

e pergaminhos de luxo.



Não vem dos céus a cólera do cordeiro

das tundras e estepes que vêm os lobos

águia e pantera marcham sobre o mundo

como abutres em terras arrasadas

por cogumelos megatômicos

e deuses entrincheirados.



Dos planaltos amazônicos

vem a última esperança

Tupã faz mandinga

para acalmar a sede de Hades.

Classificado para a coletânea SEMEANDO O AMANHÃ – n.º 01 – do CAFÉ POESIA – organização: ALEXANDRE JAZARA DA SILVA JASA, em 2/8/17.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Textos Publicados 2017 - 047 (N.º 562 - Ano IV)


Horto. Foto: Francisco Ferreira.

Crime e Castigo



Ontem estava recordando para os meus filhos uma passagem ruim da minha adolescência. Passagem de que até hoje trago as marcas - não traumas -, mas que são marcas que não foram de todo ruins pois proporcionaram enorme e valoroso aprendizado. Quando eu cursava a sexta série (atual sétimo ano), estudava no Instituto São Joaquim, escola particular administrada pelas freiras Clarissas Franciscanas e gozava de ampla confiança dos meus pais que me entregavam o dinheiro das mensalidades e, de posse deste valor e mais o carnê de pagamentos que sempre ficou em meu poder, ia até a agência da antiga Minas Caixa e efetuava o pagamento. Sempre em dia.

            No mês de março daquele ano, 1980, cheguei da agência bancária e atirei o carnê sobre o guarda-roupas e o danado caiu entre o móvel, que era enorme e quase todo em madeira maciça e a parede em que ficava encostado, o que fez servir de sepultura ao bloco de mensalidades. No mês de abril, como de costume, me passaram o dinheiro e eu, não achando o talão e com medo das represálias costumeiras, guardei o numerário, não falei que havia perdido o bendito e nem providenciei de ir à secretaria da escola pedir uma segunda via. Nos meses de maio e junho, a situação se repetiu e, justamente, neste último, a tentação falou mais alto. Era Jubileu (a nossa festa maior) e eu gastei parte do dinheiro, com a intenção de repor depois. Um pensamento e ação temerários, uma vez que não trabalhava e teria que pedir a alguém, sob alegação de qualquer necessidade, o valor para cobrir o desfalque. Não consegui fazer a reposição e acabei por gastar todo o restante. Daí, como se diz aqui na roça: “nem angu e nem biju.” No terceiro mês de atraso, a secretaria da escola convocou o meu pai e “a casa caiu”. Meu pai me levou até aquele órgão do colégio, me fez confessar o erro, requereu uma segunda via, deu-me o dinheiro das mensalidades – como sempre fez - e mandou-me à caixa, efetuar o pagamento e desceu para “esperar-me em casa”.

Nesta época eu era aficionado por coleções: bolinhas de gude, canivetes, figurinhas futebol cards e as minhas grandes paixões: gibis do Tex (mais de cem), do Zagor, entre tantos outros. Tinha também bolas de futebol, uniformes de clubes, “manivelas” de soltar pipas (aprumar papagaio – que é como falávamos) e outros brinquedos mais. Quando cheguei em casa, tudo aquilo estava numa pilha no terreiro e meu pai atirou álcool por cima e botou fogo.Doeu muito ver o meu tesouro ser confiscado daquela maneira, mas cabe uma reflexão: hoje, normalmente não faríamos isto, chamaríamos o filho para conversar, explicaríamos que aquilo foi errado, far-lhe-íamos prometer que jamais voltaria a cometer o erro e, muito provavelmente, daríamos um castigo do tipo: não usar computador ou celular por um período, mas que acabaríamos sendo driblados ou esquecendo do castigo. No meu caso, a lição foi duríssima, eu tinha revistas raras do Tex, que eu jamais voltei a encontrar, mas aprendi a lição do quanto é bom ser honesto e hoje agradeço muito ao meu pai por isto e, na época, agradeci a e ele e ao Universo, por não ter levado uma “pisa” daquelas. Pois eu bem mereci. Sou contra a violência de qualquer natureza, mas que um castigo bem direcionado funciona, isto não tem como negar.

Uma boa semana a todos e sem castigos.

Publicação da semana em minha coluna FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURNO DE LETRAS - Rio de Janeiro - RJ), em 1º/8/17.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Trajetória Literária 2017 - 19 (N.º 561 - Ano IV)

Arrebol (9/8/17). Foto: Francisco Ferreira.

Matéria no Jornal PORDENTRO  (on line) – Ano VI – Edição 74 – Julho/2017 – pag. 10 – col. 05, em 1º/8/17.

domingo, 13 de agosto de 2017

Poemas Publicados 2017 - 089 (N.º 560 - Ano IV)


Flores de gerânio. Foto: Francisco Ferreira.

Sons de Verão



As cigarras voltarão

à vida, renascerão nos campos

e o ofuscarão no auge da melodia

sons das tardes.



Depois de um ano de sepulcro

metamorfosear-se-ão o silêncio

a copular com a vida

morrerão de sons.



Carregarão as tardes

nas frágeis asas de vidro

a bater-se contra os ventos.

Preconizando a boa nova

arrastarão consigo primaveras.



Em seus concertos

pássaros, vidraças se homens loucos

a desentoar a canção.

Publicação de poema na Revista LITERALIVRE – n.º 04 – julho/2017 – pag. 158 - Organização: ANA ROSENRORT – em 1º/8/17.

sábado, 12 de agosto de 2017

Resenhas 2017 - 06 (N.º 559 - Ano 04)




Resenha – O Cão do Diabo (Devil Dog: The Hound Hell, em inglês)

Gênero: Terror / Suspense

Lançamento: 1978

Duração: 1h32’

Nacionalidade: EUA

Direção: Curtis Harrington

Roteiro: Dos irmãos Elinor e Steven Karpf

Elenco: Bob Navarro, Daniel Selby, Ike Eisemam (A Montanha Enfeitiçada), Ken Kerchewal, Kin Richards (A Montanha Enfeitiçada), Lou Frizzell, Martine Beswick, R. G. Armstrong, Richard Crenna (Rambo I, II e III – falecido em 2003), Victor Jory e Yvette Mimieux.

Obs: produção exclusiva para televisão.

Este clássico do terror do final dos anos 70, início da década de 80, conta a história de um cão cuja mãe, quando estava grávida, é usada por uma seita satanista e os seus filhotes são doados à famílias para que satã possa agir no meio delas. A família que recebe o filhote de que trata o filme, é a clássica família americana: os pais (Mike e Betty Berry), um casal de filhos (Bonnie e Charlie), a empregada mexicana e muito católica (Maria) – que pressente o mal contido naquele animalzinho desde que o vê pela primeira vez e será uma das primeiras vítimas –, que mora em uma bela casa de Los Angeles, Califórnia. No dia do aniversário de 10 anos de Bonnie, o cachorro da família, Spikker é atropelado e “coincidentemente” aparece um vendedor de frutas, que além de lhes dar maçãs (lembram da bruxa de Branca de Neve?) lhes oferece o filhote, dizendo que está à procura de uma família que o adote.  No decorrer do enredo o cãozinho Lucky, agora já um pastor alemão adulto, influencia todos da casa menos Mike, que não é possuído e confronta o cão em muitas ocasiões, sem sucesso, até o combate definitivo.

Lembro-me de quando o vi pela primeira vez, tinha 12 anos e naquela noite fui parar no quarto dos meus pais de tão aterrorizado que fiquei. O filme tem um roteiro bem elaborado, que vai desenvolvendo a tensão, à medida que, sob o efeito da possessão demoníaca, as crianças da família vão praticando atrocidades.  Peca, sobretudo hoje quando os cineastas têm uma infinidade de recursos eletrônicos, pelos paupérrimos efeitos especiais do final do filme, mas nem por isto deixa de ser um bom filme. Terror psicológico, sem os famosos corpos mutilados e banho de sangue. Trata-se mais da luta entre o bem e o mal e a desagregação da “família perfeita” sob a influência diabólica. A ninhada era de cinco ou seis cãezinhos – não me lembro – e me pergunto até hoje: o que aconteceu com os demais?

Não consegui encontrar críticas profissionais a respeito do filme, talvez pela sua idade, quase 40 anos, mas de um modo geral, as impressões dos cinéfilos são positivas. Vale muito a pena assistir pelo clima aterrorizante que a ação demoníaca no animal proporciona, lembrando, em muitos casos o filme A PROFECIA (produção anglo-americana de 1976, lançado em 21/2/1977, com duração de 1h51’, dirigido por Richard Donner, com Gregory Peck, Lee Remick, David Warner). O mais assustador é que a trama se dá em uma casa, com uma família feliz, belas crianças e um cão: quem não tem pelo menos um destes itens?

Uma semana excelente e livre do mal, a todos.

Resenha da semana no blog DARK BOOKS (Pelotas – RS) para o filme O CÃO DO DIABO, em 1º?8/17.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Balanço Literário de Julho - 2017 e Anual (N.º 557 - Ano IV)

Flor Silvestre. Foto: Francisco Ferreira.

Balanço do mês de julho/2017:



·         06 Classificações em concursos literários;

·         03 Crônicas publicadas em blogs de que sou colunista fixo;

·         07 Poemas publicados;

·         01 Conto publicado;

·         47 Poemas publicados (meio gráfico);

·         01 Contos publicados (meio gráfico);

·         02 Certificados de Mérito Literário recebidos;

·         01 Entrevista concedida;

·         03 Citações em fanpages, blogs e afins;

·         01 Criação de perfil em plataformas diversas;

·         02 Matérias em jornal (gráfico);

·         03 Resenhas publicadas;

·         01 Medalha de Mérito Literário recebida;

·         01 Divulgação de concurso literário (Organizador) em blogs diversos;

·         01 Divulgação do livro RELICÁRIO VAZIO em fanpages, blogs e afins;

·         02 Trovas publicadas;

·         01 Publicação de livro físico RELICÁRIO VAZIO (40 poemas).







Balanço do ano 2017:



·         54 Classificações em concursos literários;

·         33 Crônicas publicadas em blogs de que sou colunista fixo;

·         10 Microcontos publicados;

·         39 Poemas publicados;

·         02 Matérias em jornal (on line);

·         23 Trovas publicadas;

·         01 Convite para participação em blog coletivo,

·         03 Entrevistas concedidas;

·         60 Poemas publicados (meio gráfico);

·         01 Conto publicado (meio gráfico);

·         01 Perfil publicado em blogs diversos;

·         01 Adição como colaborador em blogs diversos:

·         01 Homenagem em trovas:

·         01 Participação em varal de poesias (em escola);

·         07 Contos publicados;

·         06 Criações de perfis em plataformas diversas;

·         01 Trova declamada em seção de UBTs diversas;

·         01 Participação em varal de trovas em UBTs diversas;

·         01 Publicação de livro em PDF.

·         01 Admissão em academia literária (ALPAS 21);

·         01 Prefácio em e-book;

·         01 Convite para academia literária;

·         06 Microcontos publicados (meio gráfico);

·         02 Medalhas de Mérito Literário recebidas;

·         04 Diplomas de Mérito Literário recebidos;

·         05 Citações em fanpage, blogs e afins;

·         01 Convite para ser resenhista fixo em blog literário;

·         01 Apresentação em blog literário;

·         03 Matérias em jornal (gráfico);

·         01 Conto publicado em e-book;

·         05 Resenhas publicadas;

·         01 Lançamento de concurso literário;

·         01 Adição como editor em fanpage do facebook;

·         01 Divulgação de concurso literário (organizador) em blogs diversos;

·         01 Divulgação do livro RELICÁRIO VAZIO em fanpage, blogs e afins;
·         01 Publicação de livro físico RELICÁRIO VAZIO (40 poemas).