quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Trajetória Literária 2017 - 022 (N.º 588 - Ano IV)






Plano de Aula - Profesora: Rozânia Antônia dos Reis - Turma: 3º Ano do Ensino Fundamental - Escola Estadual Daniel de Carvalho - Conceição do Mato Dentro (MG) - Aula do dia 18/2/17. Duas de minhas trovas serviram de base para o aludido plano. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Textos Publicados 2017 - 056 (N.º 587 - Ano IV)



Arte: Ana Paula Utsch

Poesia e Ousadia





“Estou cansado de apenas ler sobre os feitos de homens melhores.” (George R. R. Martin, in Crônicas de Fogo e Gelo)





Próximo que estou do lançamento de meu primeiro livro autoral RAÍZES DE PÁSSARO que acontecerá em 30 de setembro (em meio à ansiedade que o evento está me provocando, a psoríase à mil dado à carga de stress dos preparativos, quase me deixando sem pele nas articulações dos cotovelos), mais do que nunca tenho me questionado: porque escrever? Tenho milhares de respostas a esta pergunta, mas nenhuma delas nunca me satisfez plenamente. E, justamente ontem, duas respostas novas se incorporaram às outras e, são as que melhor esclarecem. Quando postei o convite em grupos do facebook que tratam da história de minha cidade, um amigo de toda a vida, cumprimentou-me pela ousadia; depois, assistindo a um episódio de Game Off Thrones, ouvi a fala do personagem Samwell Tarly, que serve de epígrafe para esta crônica. Daí formulei a melhor resposta até o momento: escrevemos pela ousadia de não querermos apenas ler sobre os feitos de homens melhores, mas estarmos entre eles.


Sempre que me convidam para falar de literatura com alunos, principalmente dos anos iniciais, inicio as palestras sempre com a mesma fala: Quem aqui é poeta, levante a mão, por favor. Raramente alguém, a não ser eu, tem a ousadia de levantar a mão. Em seguida falo: Há alguém aqui que seja ou já tenho sido criança? E, quando todos se identificam como tal, digo-lhes que toda criança é poeta, pois é imaginativa, cria histórias e gosta de fazer jogos de rimas e, portanto, somos todos poetas ou já fomos um dia. Alguns têm a ousadia de continuar depois de jovens e adultos ou, o mais provável, não deixaram de ser crianças, ainda que apenas interiormente. Ser poeta é muito mais do que apor palavras em versos e rimá-las, de construir estrofes. Ser poeta é cultuar a beleza e o bem, é manter-se inocente apesar das maldades do mundo, é o exercício diário de manter a alma infantil. Sinto uma satisfação enorme em falar para estas crianças, pois uma das coisas que mais “mata” bons poetas é o viver longe de sua espécie. Lembro-me de quando era criança e já desenvolvia o gosto pela escrita, mas pensava que poetas eram seres de outra galáxia, daqueles que só tínhamos notícias. Para mim Drummond, Ferreira Gular, Adélia Prado eram deuses e portanto eu não teria acesso ao olimpo de onde eles provinham. É fundamental que a criança e o jovem que tenha inclinação para a escrita saiba que o moço da cara fechada que trabalha na escola em que eles estudam, que o morador da casa amarela com aquele monte de árvores na frente, que o sujeito que está na sua frente na fila do caixa ou bebendo no botequim perto da ponte é poeta. E um poeta razoável, com livro editado e tudo. Se não fizermos isto, vão pensar como eu pensava, que poetas são apenas os grandes e clássicos escritores de seus livros didáticos ou das bibliotecas da escola. Poetas somos todos nós, ou já fomos um dia. A alguns o que falta é  ousadia em continuar a sê-lo.


Uma ótima semana a todos, com muita poesia e ousadia.
P.S.: Convido-os todos para o lançamento de meu livro RAÍZES DE PÁSSARO, dia 30 de setembro de 2017 – no restaurante LA FATTORIA em Conceição do Mato Dentro (MG).

Crônica publicada em minha coluna FIEL DA BALANÇA do blog OCEANO NOTURNO DE LETRAS - Rio de Janeiro (RJ) em 18/9/17.

http://oceanonoturnodeletras.blogspot.com.br/2017/09/coluna-fiel-da-balanca_18.html 






domingo, 17 de setembro de 2017

Poemas Publicados 2017 - 145 (N.º 586 - AnoIV)



Participação na antologia PRÊMIO LITERÁRIO GALINHA PULANDO - 2014 - organizador: Valdeck Almeida de Jesus - Editora Galinha Pulando - Vitória da Conquista (BA) - 2015 - pag. 69, poema: GOLPE SECO.

http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/5099570.pdf  

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

De Amigos 2017 - 001 (N.º 584 - Ano IV)


Rosas. Foto: Francisco Ferreira.

Aonde f(l)ores, florescerás,
aromas, tu espalharás,
passarinhos atrairás
um "poeta-jardim",serás !"

(Clevane Pessoa)

Lindo poema da Escritora belorizontina CLEVANE PESSOA em minha homenagem, num comentário em minha página do facebook. Adorei a alcunha "poeta-jardim". Comovido e lisonjeado.



quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Textos Publicados 2017 - 055 (N.º 583 - Ano IV)


Bico de Papagaio. Foto: Alzira Silva.

Justiça ou Vingança?



Sou aficionado de séries, sobretudo policiais, de ação e de época. Gosto de filmes dos gêneros citados e houve uma época em que também via novelas de época. E em quase todos - séries, filmes e novelas - o vilão sempre morre, invariavelmente assassinado ou em acidentes terríveis e espetaculares. Bom, partindo do pressuposto de que essas produções refletem o pensamento de seus telespectadores e alguns são de enorme sucesso, concluo que a maioria de nós não quer justiça, mas antes, quer vingança.  Isto é fácil de se comprovar no cotidiano quando as pessoas dizem que têm de matar o governo, o centroavante que perdeu o pênalti, o vizinho que nos incomoda com seu som alto ou a sua costumeira folga, o bandido que assaltou ou matou, o policial que no cumprimento de seu dever, por vezes extrapola. Enfim, não importa quem seja, a maioria de nós está sempre pensando em uma boa vingança contra alguém. E muitos transformam o desejo inicial em profissão de fé, devotam toda uma vida e alguns chegam a realiza-lo.

Mas porque a vingança e não a justiça? Há de fato um prazer mórbido em exterminar outro ser humano que cometeu um erro, seja lá de qual gravidade for? O culpado, se justiçado e bem justiçado, já não seria o suficiente para acalmar nossa sede de sangue e mutilações? Não se pode dar uma segunda chance? Eu sou contra toda e qualquer tipo de violência, principalmente da maior de todas elas que é o assassinato. Sob quaisquer pretextos. Creio que a ninguém é dado o direito de tirar, de quem quer que seja, aquilo que se não pode lhe dar ou restituir. E a vida, uma vez ceifada, ninguém pode restitui-la. Tem um ditado que reza que “a vingança é um prato que se come frio”, e nós, em nosso afã de comê-lo, enquanto o preparamos e esperamos que esfrie, vamos nos envenenando, adoecendo, nos auto martirizando até que não reste nada de humano em nós, apenas o lobo do homem.

Claro está que se gentileza gera gentileza, violência gera mais violência. Há casos, principalmente no interior, de famílias rivais que vêm se matando há séculos, sem encontrar, de fato a paz que a justiça proporcionaria e que a vingança, ao contrário, distancia. Vocês podem dizer-me que não há justiça em nosso país e eu concordo que ela seja tardia, inconfiável e falha, chegando em alguns casos, quando envolve sobrenomes famosos ou donos de fortunas, inclusive, inexistente. Mas daí a querer tomar a justiça nas próprias mãos e nos fazer de juiz e algoz, sem ofertar ao culpado a devida e necessária defesa, com isto eu não posso e nem vou concordar nunca. E só lembrando que a morte é o fim de tudo, é o fim do culpado, mas também do arrependimento; é o fim da vida, mas também da desonra. Mas, uma coisa ela não finaliza, pode ser o fim de quem nos causou o mal, mas não é o fim do mal em si e nem da nossa dor.

Uma excelente semana a todos com muito amor e justiça.


Publicação em minha coluna FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURNO DE LETRAS – Rio de Janeiro (RJ), em 11/9/17.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Trajetória Literária 2017 - 20 (N.º 582 - Ano IV)

Foto: Ana Paula Utsch (FalaCMD)

Foto: Francisco Ferreira.

Trovas de minha autoria em destaques no desfile da ESCOLA ESTADUAL DANIEL DE CARVALHO em comemoração à Independência do Brasil e como parte das comemorações do Centenário da Escola, em 7/9/17.