domingo, 26 de novembro de 2017

Comunicado aos Concorrentes do II CONCURSO IMPALPÁVEL POEIRA DAS PALAVRAS DE POESIAS - 2017 (N.º 646 - Ano IV)


Foto: Francisco Ferreira.

Prezados concorrentes do II CONCURSO IMPALPÁVEL POEIRA DAS PALAVRAS – 2017:

Conforme previsto em nosso regulamento e em virtude da quantidade de obras recebidas e a qualidade dessas obras, a nossa Comissão Julgadora solicitou a extensão do prazo para a divulgação dos classificados. Sabemos perfeitamente, até por experiência própria, o quanto ficamos ansiosos pelos resultados dos concursos, mas, até para garantir a justiça na escolha das melhores obras, pedimos paciência a todos e informamos que os resultados serão divulgados impreterivelmente no sábado 30 de dezembro de 2017. Pedimos desculpas pelos transtornos, mas estamos certos da compreensão de todos nobres poetas.

Atenciosamente,



Francisco Ferreira

Impalpável Poeira das Palavras

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Textos Publicados 2017 - 071 e 072 (N.º 645 - Ano IV)


Flor de Mandacaru. Foto: Francisco Ferreira.

Dos Dramas de Minha Gente



Orgulho Ferido



Meu avô Bené Barra tinha um xodó, que ele tratava igual a uma filha: sua gata Mocinha. Certa vez, quando chegou em casa "esfalfelado da lida", minha vó deu-lhe a triste, mas inevitável novidade:

− A mucinha pariu. Quatro gatim.

O vô com seu orgulho ferido e ares de pai ciumento ou marido traído, passou-lhe (na gata) uma reprimenda:

− Ari'Essa. Qu'ocê agora num é mucinha mais não, sua rapariga!

É preciso lembrar que aqui por estas bandas, rapariga é xingamento para moça donzela e mulher honesta.



                                 ***

Soltando o Verbo



Cutelo, nosso filósofo, certa vez, teve problemas intestinais e procurou o médico. Médico novo e novo na cidade, desconhecedor dos trâmites linguísticos daquele povo. Pois bem vamos à consulta:

− Bom dia, dotô. Com'vai, com'passou? Vim aqui, mode que tô incaiado, já tem uns seis dia queu num amarro um gato.

− Senhor, Cutelo, o senhor toma um destes comprimidos aqui hoje à noite e outro amanhã de manhã e, daqui a três dias o senhor retorna para sabermos o resultado. - e tascou-lhe um laxante.

O filósofo segue direitinho os passos e levou vida de rei naqueles dias (da cama para o trono e do trono para a cama). Voltou. O médico atarefado, muita consulta, viu o filósofo ali meio acabrunhado e perguntou no corredor mesmo:

−Senhor Cutelo, o Senhor evacuou?

Filosófo desconfiado, matutou: "Sei lá que diabéisso?" Responde:

−Não!

O médico manda-lhe dobrar a dosagem e voltar no dia seguinte. Feito! E haja papel para tanta trabaieira. Volta o filósofo, meio verde e andando torto, com medo até de respirar. Mesma pergunta mesma resposta. Dobro da dose novamente.

Cutelo agora já com pesadelo real: sem poder se afastar do trono. Vai a consulta:

−Senhor Cutelo, o senhor evacuou?

− Não!

O médico já preocupado, cismando: "não é possível! Esta dose cavalar, solta o intestino até de um cavalo". (Óbvio ululante, né?). Reformula a pergunta:

− Senhor Cutelo, o senhor cagou?

− Aaaaaiiiiiiii, dotô! Até a aima!

Uma excelente semana, sem sustos a todos nós.

Publicação da semana em minha coluna FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURNO DE LETRAS (Rio de Janeiro - RJ) em 20/11/17.

http://oceanonoturnodeletras.blogspot.com.br/2017/11/coluna-fiel-da-balanca_20.html 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Textos Publicados 2017 - 070 (N.º 644 - Ano IV)




Publicado na antologia on line Panorama Literário Brasileiro 2017 - Contos - Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) - Rio de Janeiro (RJ) - conto:  A LUZ, em 17/11/17.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Poemas Publicados 2017 - 239 (N.º 643 - Ano IV)



Publicado na antologia on line Panorama Literário Brasileiro 2017 - poesias - Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) - Rio de Janeiro (RJ) - poema: DEIDADES, em 17/11/17.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Certificados Recebidos 2017 - 012 (N.º 642 - Ano IV)



Certificado recebido  pela participação na XXIV Antologia Virtual - outubro/2017 - Portal CEN "Cá Estamos Nós" - Portugal - Realização Portal CEN - "Cá Estamos Nós" Organização: Maria Beatriz Silva (Assessora do Intercâmbio Cultural CEN - Brasil/Portugal) Idealizador: Carlos Leite Ribeiro (Presidente do Portal CEN – Portugal), com o poema QUEBRANTO, em 17/11/17.

domingo, 19 de novembro de 2017

Poemas Publicados 2017 - 238 (N.º 641 - Ano IV)


Desenho: Clevane Pessoa.

Quebranto

Seus olhos
os olhos meus...
Renderam-se em alumbramentos
num átimo, corrente de vento,
com sabor de azul piscina
e o cheiro de pores-do-sol.

Mas veio o ciúme
o quebranto
mau-olhado nos olhos meus
e o azul brando do vento
virou vermelho descontentamento
em meus olhos
nos olhos seus...

E o gosto insalubre do pranto
rolando num pós encanto
num fastio-inanição
cobriu de breu, no meu peito,
os meus olhos
os olhos seus...

...e os olhos do meu coração!


 Publicado na XXIV Antologia Virtual - outubro/2017 - Portal CEN "Cá Estamos Nós" - Portugal - Realização Portal CEN - "Cá Estamos Nós" Organização: Maria Beatriz Silva (Assessora do Intercâmbio Cultural CEN - Brasil/Portugal) Idealizador: Carlos Leite Ribeiro (Presidente do Portal CEN – Portugal), em 17/11/17. 

sábado, 18 de novembro de 2017

Textos Publicados 2017 - 069 (N.º 640 - Ano IV)

Da série IMAGENS ABSTRATAS. Foto: Francisco Ferreira.

Agentes do Mal



No dia de ontem participei da Comissão Julgadora de um desfile infantil pela comemoração do Dia da Consciência Negra em uma escola, em que desfilaram seis meninas e quatro meninos. Os quesitos para julgamento eram: caracterização, elegância, simpatia e desenvoltura. A premiação se consistia de um quite de materiais escolares ofertados pela direção, para todos, independente de classificação e, como diz um humorista de uma rádio daqui das Gerais: até aí, tudo bem! Os meninos estavam de bermudas e com algumas pinturas nas costas e peito, a la Timbalada e as meninas, com motivos afros. Todos desfilaram com o melhor de seus sorrisos e timidez. E estavam lindos, como toda criança o é.

Passado o desfile partimos para a classificação. A priori quero deixar registrado aqui que sou visceralmente contra classificar crianças em “lugares” quando se trata de atributos físicos, acredito que a melhor maneira de fazê-lo é classificar todas por características: Mis Alegria, Mis Elegância e por aí afora. Quando percebi que a tendência era escolher um vencedor, um segundo e um terceiro lugar em cada gênero, sugeri que empatássemos duas meninas em cada posição e contemplássemos todas e, a princípio, parecia que os demais membros do júri iriam concordar, mas... e é aqui que a porca torce o rabo, em todos os lugares em que vamos tem sempre aquela gente e aquele agente do mal, que não se importa com a dor do outro e, sob a sua influência, tendo eu sido voto vencido, classificaram-se as meninas à moda tradicional. Resultado: três meninas ficaram radiantes de felicidade, enquanto outras três caíram no choro.

Excetuando-se a mim, todos os componentes da Mesa eram pedagogos e, portanto, o mínimo que se esperava deles é de que tivessem habilidades para lidar com crianças e sendo mães, uma muito maior sensibilidade. Mas, aos agentes do mal, não lhes interessa a dor alheia, aliás, tais dores lhes causam prazer. Daí, questiono-me: será que os tais agentes do mal nunca tiveram perdas, e, em não as tendo, são incapazes de mensurar a perda alheia? Ou é justamente o contrário: são pessoas com um acúmulo tão grande de derrotas pessoais e dores, que culpam a todo o mundo por este estado de alma e querem se vingar de toda a humanidade? Será que não entendem que crianças carentes como aquelas, cuja raça já se constitui num entrave em suas vidas em nosso país de racistas, precisam se sentir valorizadas? O que leva alguém que, em podendo fazer a alegria de três crianças, gratuitamente, opta por fazê-las se sentirem feias, perdedoras, tristes?  Fazê-las chorar?

Confesso que fiquei triste, enraivecido e consternado com a situação. Não me alimentei e nem dormi bem ontem e que a imagem daquelas três meninas amarguradas, com quem convivo todos os dias, não me saiu da memória e me causa dor toda vez de que me lembro de suas lágrimas. Mas, de tudo, se tiram lições importantes e a minha é de que, havendo uma nova oportunidade igual a essa, só aceitarei se as nuanças do julgamento forem exaustivamente debatidas e bem definidas previamente e cujas classificações se deem de forma diferente, caso contrário, nem me darei ao trabalho de assistir.

Uma boa semana a todos com mais sensibilidade e julgamentos justos.

Publicação da semana em minha coluna FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURNO DE LETRAS do Rio de Janeiro (RJ), em 13/11/17.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Textos Classificados 2017 - 063 (N.º 639 - Ano IV)

Desenho: Clevane Pessoa.


Adorava a casa dos tios: guerras de travesseiros, implicâncias mútuas. Bastou a primeira espinha, uns finos pelos no sovaco e as primeiras alterações na voz do primo para ser proibida de “ir para dormir”. Defrontava-se com a realidade de que sua liberdade termina quando começa a puberdade do outro.


Classificado em 4º Lugar na I Semana do V PRÊMIO ESCAMBAU DE MICROCONTOS em 12/11/17.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Poemas Classificados 2017 - 065 a 068 (N.º 635 - Ano IV)



Classificado para a antologia Meus Poemas – vol. VII – Organização: Maria Jeremias dos Santos – Beco dos Poetas Editora, em 10/11/17.

domingo, 12 de novembro de 2017

Certificados Recebidos 2017 - 011 (N.º 634 - Ano IV)



Certificado pela minha participação na Semana do Livro e da Biblioteca - 2017 - SENAI - Unidade de Conceição do Mato Dentro, em 9/11/17.

sábado, 11 de novembro de 2017

Trajetória Literária 2017 - 031 (N.º 633 - Ano IV)







Falando de livros e literatura para as turmas dos cursos Técnico em Segurança do Trabalho e Técnico em Mineração do Centro de Formação Profissional José Aparecido de Oliveira - SENAI - Conceição do Mato Dentro, em 8/11/17 durante a Semana do Livro e da Biblioteca do SENAI, em 9/11/17.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Trajetória Literária 2017 - 030 (N.º 632 - Ano IV)






Falando de livros e literatura para as turmas dos cursos de aprendizagem do Centro de Formação Profissional José Aparecido de Oliveira - SENAI - Conceição do Mato Dentro, em 8/11/17 durante a Semana do Livro e da Biblioteca do SENAI.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Textos Classificados 2017 - 062 (N.º 631 - Ano IV)



Selecionado para a antologia PANORAMA LITERÁRIO BRASILEIRO – OS MELHORES CONTOS DE 2017 da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) que registra os melhores contos publicados pela CBJE durante o ano editorial (período outubro 2016/setembro 2017),em 7/11/17, conto: A LUZ.




quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Poemas Classificados 2017 - 064 (N.º 630 - Ano IV)



Selecionado para a antologia PANORAMA LITERÁRIO BRASILEIRO – AS MELHORES POESIAS DE 2017 da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) que registra as melhores poesias publicados pela CBJE durante o ano editorial (período outubro 2016/setembro 2017), em 7/11/17. Poema: DEIDADES. 

                          http://camarabrasileira.com.br/panoramapoesias2017.html

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Textos Publicados 2017 - 067 e 068 (N.º 629 - Ano IV)

Estrela do Céu. Foto: Francisco Ferreira.


Causos de Boteco e Outras Bebedeiras








Zé Da Taca, O Bravo, em Falta de Galo





Amigo meu, Zé da Taca, é um homem bravo. Desses bravos bravos mesmo, que ainda andam de peixeira na cinta e quando querem ficar ainda mais bravos, tomam cachaça com pólvora. Bão! Nós estávamos bebericando umas canjibrinas no boteco perto lá de casa na roça, quando o dono do boteco o Jão Muié, interpelou-o:





− Ô Zé da Taca, cê num tá teno ovo pra vendê não?





No que o bravo Zé, responde:





− Ah, Jão, minha produção muito piquena, esses dias!





Não é que o Tião Salsicha, moleque gozador e abusado, ouvindo aquilo, dá uma gargalhada e pergunta para o Zé:





Cê num tem botado purque, Zé da Taca? Tá faltando milho ou galo?





O bravo, bufando e babando no bigode amarelo, toda sua brabeza, deu de mão na peixeira e gitou:





Tá fartando é sangue, seu fiédazunha. - e partiu pra cima do Tião.





Foi preciso uns cinco daqueles bêbados para segurar o homem e tomar-lhe a peixeira.





***





Missão Dada, Missão Cumprida





O Dito era sacristão de nossa paróquia e, além de bom sapateiro, bebia feito um gambá. Naturalmente, nas manhãs de domingo estava sempre de ressaca (com aquele gosto de cabo de guarda-chuva ou jornal molhado,  na boca) louco para rebater a de sábado. Certo dia, na hora da Consagração, o padre olha de soslaio e vê um escorpião subindo pela parade da igreja. Cochica com o sacristão:





− Mata questo bicho maladeto, Benedeto!





Foi a senha. O Dito não se fez de rogado, mão no cálice com o vinho e o esvaziou de uma golada só. Ainda teve o desplante de dar uma bicota.


Uma excelente semana para todos nós. E sem ressaca!

Publicação da semana em minha coluna FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURO DE LETRAS do Rio de Janeiro (RJ), em 6/11/17.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Poemas Classificados 2017 - 063 (N.º 628 - Ano IV)

Desenho: Clevane Pessoa.

Classificado para a antologia  "MIL POETAS, MIL POEMAS" - organização Alfred Asís - Isla Negra (CHI), com o poema: DEIDADES .

http://alfredasis.cl/POETASMIL.htm