sábado, 18 de junho de 2016

Trajetória Literária - 2016 - XIV




"Caro Acadêmico Francisco Ferreira,

Belos poemas que chegam para enriquecer
esta Antologia, dedicada a memória de Shakespeare.

A Real Academia de Letras reservou para ti a
Cadeira Vitalícia de número 80, aguardando tua
aquiescência para Registro e remessa do Diploma.

Abaixo foto-miniatura de tuas poesias.
Qualquer dúvida escreva.

Abraços acadêmicos,
Mário Scherer"

E-mail recebido hoje, as 17h24'.
 

Poemas Classificados - 2016 - XI



Et Pardal Hominum

Pardal se civiliza
dos restos fáceis abundantes;
catar e comer, chilrear e copular
descendências garantidas
no contato humano,
ave cosmopolita.
Sem alma, urbano, é triste
incanoro, pássaro humanizado,
cio e cicio fartos
de liberdades corrompidas.

Volta a tua mata
alforria-te, faz quilombo
desdenha a convivência e conveniência
insalubres que te escravizam.
Sê bicho - seu destino -.
Bicho solto, desumaniza-te.

Vai ser feliz!

Classificado para a antologia VOZES D'ALMA - Edição 2016 - CÂMARA BRASILEIRA DE JOVENS ESCRITORES (CBJE) - Rio de Janeiro (RJ) - 18/6/16



Poemas Classificados - 2016 - X


Foto do autor.

Desalento


No teu leito de esgoto
fluxo fétido e constante, é raro alterar-se
em tuas margens, fluxos outros
correm céleres, desaceleram... até parar.
Buzinas marginais
rascam imundícies íntimas
acordando fantasmas de peixes
assustando ratos.


Desce lento, Rio Morto
rio esgoto e sem portos
trilha sertão-via-mar.
Em afluentes te purificas
oxigenando-te o vagar.
Vargens, pontes, vagalumes
até as vagas do mar.


Vai-te embora Doce, Manso
Velho Chico, Paraopeba...
Vai-te embora te lavar.

Classificado para a ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS - Volume 139 - CÂMARA BRASILEIRA DE JOVENS ESCRITORES (CBJE) - Rio de Janeiro (RJ) - 18/6/16

Trajetória Literária - 2016 - XIII


Correspondência oficial da UNIÃO BRASILEIRA DE TROVADORES (UBT) - MINAS GERAIS - dando conta da criação da DELEGACIA DA UBT de CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO e desativação da DELEGACIA DA UBT de BETIM.

Trajetória Literária - 2016 - XII


Classificado para a Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Volume 139- Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) - Rio de Janeiro (RJ) - junho/2016 - com o poema: DESALENTO.

Link para o resultado:

http://www.camarabrasileira.com.br/pc139.html

Trajetória Literária - 2016 - XI


Classificado para a Antologia VERSOS D'ALMA - Edição 2016, da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) - Rio de Janeiro (RJ) - junho/2016. Com o poema: ET PARDAL HOMINUM

Link para o resultado:

http://www.camarabrasileira.com.br/versosdalma2016.html

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Poemas Publicados - 2016 - Textos e Livros Premiados do blog Concursos Literários (3)



Foto do autor.

De Secas e Verdes

Cantador se quiseres cantar;
veja que te não aconselho,
os tempos são difíceis!
Mas se imperativo for,
que cantes aleluias
às alegrias da chuva nova
na poeira velha e o cheiro bom
do bom barro de telha branco.
Ou o ocre dos ceramistas,
o branco das terracotas
e o ocre dos santeiros
nos cheiros molhados dos terreiros.


Não é que te queira ensinar
o ofício – de padre dizer missa –
(longe de mim)
é que os tempos são de seca,
são difíceis.
O mundo está sinistro.
digo isto só para parecer mais jovial.

Mas se quiseres calar
(veja que não te censuro).
se acaso, porém insistires,
que cante a paz.
As harmonias de abelhas e vespas
e formigas em seu fatigar
- operárias em construção –
na produção de alimentos
e no tornar fronteiras mais seguras.
Vidas mais úteis, vidinhas miúdas...
Ah, cantador, se os governos
fossem assim, tão eficientes!
Seríamos formigas maiores
e mais úteis, te garanto!
E nossas vidas, melhores.


Não que me queira queixar
é que a seca destes tempos sombrios
tornou agreste a minha alma
e desertificou o meu espírito.
O nosso destino de veredas
é alimentar rios.

Se calado, quiseres cantar e depois emudecer,
(veja que não te pressiono, nem apresso),
já que, por ti, tenho tanto apreço.
É que nestes tempos secos
de dificuldades, cantar é dorido.
Mas se de todo, quiseres te expressar,
que cantes jardins
belezas de moral em cachos,
canteiros floridos de ética,
floradas de justiça
e leiras e leiras de democracia.

Não é que te queira
dizer o que dizer
é que aqui, ao sul do equador,
são tempos de seca,
qualquer fagulha pode atear incêndios
e tiranias.

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