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FalaCMD – Editora: ANA PAULA UTSCH - de Conceição do Mato Dentro (MG), em 26/6/17.
sábado, 1 de julho de 2017
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Textos Publicados 2017 - 41 (N.º 507 - Ano IV)
Foto: Imagens do Google.
A Saga de Dom Cutelo, o
Filósofo
Parte I: O NEGÓCIO DA
MOÇA
Há alguns
anos, havia uma categoria de trabalhador nas fazendas daqui das Gerais,
intitulada de Bobo de Fazenda. Normalmente tratava-se de homem com alguma
deficiência ou solteirão que morava nas fazendas e fazia os trabalhos que os
donos achavam-se muito “qualificados” para fazê-los ou que pensavam tratar-se
de rotina desimportante, para as quais não compensasse pagar um diarista. O
Bobo geralmente não era remunerado pelos seus trabalhos ou, quando remunerado,
era bem abaixo do valor correto e justo. Alguma semelhança com a vida atual?
Toda
Fazenda que se prezasse tinha por obrigação de ter o seu Bobo, algumas, até
mais de um. Faziam gaiolas, alçapões, arapucas, balaios; cuidava das galinhas
poedeiras e chocadeiras, alimentava porcos e cachorros; pegava cavalos, varria
terreiros e fornos; carregava água, lavava vasilhas, acendia fogo; e, o mais
importante, serviam de companhia para as donas de casa, as moças e as crianças
em geral. Muitos eram maltratados, apanhavam, sofriam castigos e toda sorte de
malvadezas dos fazendeiros, seus filhos e lacaios. Mas criavam uma certa
identidade com a Fazenda, muitos deles sendo capazes até de morrer pelas causas
do local e de seus donos.
Na
Fazenda do avô da Duxa, moça donzela, amante da cachaça e da boa prosa, o Bobo
era Cutelo. Dom Cutelo, o Filósofo, para ser mais exato e fazer justiça às
peripécias do rapaz. Alto e magro, parecendo um caniço, cabeça pequenina e
coração enorme, dado a bebedeiras e bravatas, arrotava valentia, sem contudo,
fazer mal nem sequer a uma mosca ou formiga. Era inofensivo e fiel como um
cãozinho de madame.
Certa
feita, numa roda de truco e cachaçada, a moça donzela Duxa, contou-nos esta
história do filósofo:
“Lá pelo tempo do
onça, quando era permitido aos candidatos fazerem festas regadas a chope,
churrasco e forró, as campanhas políticas lá na roça eram animadas. Vinha gente
da cidade, principalmente as FULANetes (que eram moças desfrutáveis que aderiam
a um ou outro candidato) e, literalmente, o pau quebrava. Se não quebrasse,
pelo menos vergava.
Bão, numa destas tais, o amigo
Cutelo, deu de mão numa das “desfrutáveis”, loiríssima, vestida sumariamente e
de trejeitos duvidosos. Mas para o filósofo era o céu. Chamou pra sofrer uma
peça, ela foi. Deu “imbigada”, ela correspondeu. Chamou pra tomar uma
“celveja”, ela foi. E, de repente, foi...
Meia hora depois, o povo se
alvoroça e alguém grita:
− Acuda gente quiu Cutelo
descangota a moça.
Corro para ver o que era e encontro
o nosso filósofo de socos e pontapés na loura. Puxo o amigo de lado e
"passo o pito":
− Quêquéisso, Dom Cutelo? O senhor
então bate em mulher agora? Desafasta! Toma tento!
No que o Filósofo, bufando de
raiva, mas já na unha do povo, desabafa:
− I num é pra mode batê, Dona Duxa?
I num é? Magina a sinhora quieu tô cum ela lá no Beco do Binidito, de boa
intenção, namorano filme, pensano inté pidi casamento. Cunversa vai, cunversa
vem, passamão no cangotim dela e ela dexa. Passamão na barriguinha dela e ela
dexa. Aí, já viu, né? Fiquei intusiasmado, quereno pruquê quereno. Quandeu levo
a mão lá... Creeeeeeeeemdospade!!! Mari valeme!!! As coisa dela é maió que as
minha, Dona Duxa! É maió quias minha!
E arrematou, dona Duxa:
−Tadim, gente! Ô dó!
Conto
publicado no blog VOZES DA IMAGINAÇÃO – em 26/6/17
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Trovas Premiadas em Concursos Oficiais da UBT 2017 - 02 e 03 (N.º 506 - Ano IV)
Arrebol. Foto: Francisco Ferreira.
Um amor enorme
assim
é para sempre, querida,
ao menos, enquanto em mim,
houver centelha de vida.
é para sempre, querida,
ao menos, enquanto em mim,
houver centelha de vida.
Daquele amor que foi sol
e no passado vivemos,
perdido num arrebol,
nem a centelha, mais, vemos.
Classificado em 4º e 5º lugares nos XIX JOGOS
FLORAIS DE CURITIBA (PR) da UBT/PR – Âmbito: Nacional – Categoria: NOVOS
TROVADORES, em 24/6/17.
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Poemas Publicados 2017 - 031 (N.º 505 - Ano IV)
Flor silvestre. Foto: Francisco Ferreira.
Poeta
Concebo-me ser inteiro
em
única palavra
dita
ao relento
um
beco escuro e frio.
Nasço de tua voz
em
evocação às sombras
de
árvores despidas
grafitadas
nos muros sujos
da
cidade invernosa.
Cresço se praguejas à sorte
à
sina, ao destino, à falta
que o
acalento faz
em tua
alma assustada
de
menina travessa.
Vivo em tua poesia gauche
quebrada,
aviltada em letras
inelegíveis
das fachadas
de
teus edifícios sonho.
Matam-me porém as letras frias
de
palavras sem vida do matutino
que
envolve o corpo morto
que
atravanca o trânsito.
Publicado em LETRAS TAQUARENSES Ano XII nº 74
Jun/Jul 2017Editor: Antônio Cabral Filho – RJ – pag.03 col. 01 e 02, em 21/6/17.
terça-feira, 27 de junho de 2017
Poemas Classificados 2017 - 026 (N.º 504 - Ano IV)
Crisandália. Foto: Francisco Ferreira.
Classificado para a COLETÂNEA INTERNACIONAL TRAVESSIAS da Academia
Internacional de Letras, Ciências e Artes (ALPAS XXI) – Cruz Alta (RS) – poema:
SONS DO VERÃO, conforme e-mail recebido da Presidenta da ALPAS XXI, Sr.ª Rozélia Scheifler Razia em 23/6/17.
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Trovas Premiadas em Concursos Oficiais da UBT 2017 - 001 (N. 503 - Ano IV)
Tia Maria Machado. Foto Francisco Ferreira.
Família é prato bem feito
com esmero, preparado,
nosso alimento perfeito
ainda que requentado.
com esmero, preparado,
nosso alimento perfeito
ainda que requentado.
6º
Lugar no XIII CONCURSO DE TROVAS DE MARANGUAPE (CE) – Âmbito: Nacional - Categoria: Novos Trovadores, em 21/6/17.
domingo, 25 de junho de 2017
Trajetória Literária 2017 - 07 (N.º 502 - Ano IV)
Citado
na página do evento 2º SARAU DO CLUBINHO – NÃO ESTÁ SENDO FÁCIL – apresentação:
MONAHYR CAMPOS - Organizado por Clubinho e Monahyr Campos - Música e Poesia - São Paulo (SP), em 21/6/17.
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