Publicado no E-book ANTOLOGIA POÉTICA
II – PAU BRASIL – Organização: ANTÔNIO CABRAL FILHO – Rio de Janeiro (RJ) –
poema: MATALOTAGEM, em 16/8/17.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Resenhas 2017 - 07 (N.º 562 - AnoIV)
Resenha – Corrente do
Mal (It Follows, em inglês)
Gênero: Terror /
Suspense / Mistério
Lançamento: 27/8/15
Lançamento em DVD:
18/11/15
Duração: 1h40’
Nacionalidade: EUA
Direção: David Robert
Mitchell
Roteiro: David Robert
Mitchell
Elenco:
Maika Monroe (Refém da Paixão e Guest),
Daniel Zovatto, Keir Gilchrist, Caitin Burt, Aldante Foster, Bailey Spry, Christopher Hohman, Debbie
Williams, Heather Fairbanks, Jake Weary, Lili Sepe, Linda Boston, Olivia Luccardi, Rich Vreeland, Ruby Harris
Jay (Maika Monroe), uma
adolescente do subúrbio tranquilo, conhece o misterioso Hugh/Jeff Redmond (Jake
Weary) e passam a se encontrar até que, após a primeira relação sexual, o rapaz
a sequestra e a leva para uma construção abandonada onde lhe conta que é
portador de uma maldição e que a contaminou com esta força sobrenatural. Ela
terá de se livrar da “coisa” que a persegue incessantemente. Para isto ela
contará com a ajuda dos amigos Paul – apaixonado por ela desde a infância -,
Greg e de sua irmã Kelly. O alerta de Hill é: “Nunca vá a um lugar que não tenha mais de uma saída, a coisa é lenta
mas não é idiota.”
O filme me remete a
alegoria das DST, a contaminação após a relação sexual e a possibilidade de
infectar outras pessoas pela mesma via, também pode se fazer uma alegoria a um
possível remorso pela perda da virgindade, baseado na moral judaico-cristã do
pecado (algo que eu acho pouco provável nos dias atuais, mas que já acometeu
muitas jovens de algumas décadas passadas, numa época em que as famílias não
discutiam sexualidade, tratando o assunto como tabu. Sobretudo naquelas mais
tradicionais e religiosas). E ainda há o questionamento: se você sabe que tem
algo maligno de que, para se livrar, precise passá-lo adiante, a quem você
passaria? A um desconhecido que nunca lhe fez nada, a um desafeto ou a alguém
que lhe ama e que se propõe a lhe ajudar, mesmo sabendo dos riscos e
consequências?
Ganhou os prêmios de Melhor Filme e Roteiro no Austin Fantastic
Fest 2014, dedicado ao cinema fantástico e foi selecionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes 2014,
recebendo muitos elogios do público e da crítica. As críticas que encontrei são
variadas, vão desde aqueles que adoraram o filme, àqueles que o odiaram. Não é
um filme revolucionário mas está longe de ser ruim. Tem uma trama interessante,
envolvente e que nos prende do início ao fim. Não há cenas de mutilação e
sangue, o terror é gerado pela sensação de perseguição constante e exposição a
um perigo que só a personagem central é capaz de enxergar. Eu recomendo!
Publicação
de resenha para o filme CORRENTE DO MAL no blog DARK BOOKS de Pelotas (RS), em 15/8/17.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Poemas Publicados 2017 - 051 e 052 e Certificados 2017 - 008 (N.º 561 - Ano IV)
VII COLETÂNEA SÉCULO XXI – PoeArt Editora – Volta Redonda (RJ) –
Organização: JEAN CARLOS GOMES – pag. 25, com os poemas RURALIZAÇÃO e LINHA DE PRODUÇÃO, em 15/8/17.
Certificado pela classificação na VII SELETIVA NACIONAL DE POESIA 2017
da PoeArt Editora – Volta Redonda (RJ), em 15/8/17.
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Textos Publicados 2017 - 048 (N.º 560 - Ano IV)
Flores Silvestres. Foto: Francisco Ferreira.
Maledicências
Há
mais de quarenta anos atrás existia em nossa região duas formas de comunicação sui generis que eram o Pasquim (que as
pessoas diziam Pisquim) e o
Testamento do Judas – a deixa do Juda
-. Eram textos de humor em quadras ou sextilhas que normalmente ressaltavam
características negativas das pessoas em foco ou relatando algum fato engraçado
ou de denodo da vida dos mesmos. O Pasquim era muito usado nas campanhas
eleitorais para menosprezar os candidatos adversários ou desmoralizar seus
companheiros mais próximos. Sempre eram escritos pelos desafetos daqueles e
tratava-se de textos anônimos, embora em muitos casos, sabia-se quem os escrevia.
Há notórios autores de pasquim que por questões de não querer gerar polêmicas
com eles ou seus familiares, não vou declinar seus nomes. Mas sempre houve
pérolas e quadras engraçadíssimas, como a seguinte:
“Chamei
fulana de rato,
Fulana
nem se importou.
Chamei
o rato de Fulana
E
o rato se matou”
Eram
deixados em locais de grande circulação e passavam de mão em mão até chegar à
pessoa retratada.
No
caso do Testamento do Judas o mesmo era lido antes da famigerada Malhação do
Judas, nos sábados de Aleluias, prática que foi abandonada quando se tomou
consciência de que era um ato de incentivo à violência e o ato de se fazer
justiça com as próprias mãos, além de que qualquer crime, depois de quase dois
mil anos, já estaria prescrito e com sua pena cumprida. Gerava sempre muita
expectativa e alguma confusão com os valentes de plantão que diziam: “Se ler
esta deixa para mim, eu mato e faço e aconteço!”, já que sempre se faziam
spoilers dos textos. E, normalmente, neste caso se conheciam o autor ou autores.
Algumas, com mais de quarenta anos, de que ainda me lembro:
“O
Seu Fulano de tal,
por
não ter o que fazer,
assentou
um alambique,
sem
ter cana para moer,
vai
moendo tiririca
até
a cana crescer”.
(Que ressalta o caso de um fazendeiro que construiu um alambique
antes de plantar as canas).
“Hoje eu vou pro inferno,
amanhã
vou pras profundas,
levo
meu compadre fulano
com
a trouxa na cacunda!”
(Sobre um amigo nosso que não dispensava uma “capanga” de
lona onde quer que fosse.)
“Seu Fulano de tal,
vermelho
que nem pó de urucum,
deixo
a minha caveira
para
consoar o seu jejum”.
(Falando de um outro amigo solteirão e que segundo consta
vivia em completo celibato involuntário).
E, dessa forma, nosso povo se
divertia e falava mal da vida dos outros mas com muito bom humor e poesia.
Assim como desejo que seja nossa semana.
Publicação em minha coluna fixa FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURNO
DE LETRAS – Rio de Janeiro (RJ), em 14/8/17.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Poemas Classificados 2017 - 051 (N.º 559 - Ano IV)
Foto: MVBuosi.
Matalotagem
Foi o
que trouxe do mato
quando
vim me cidadanizar:
um
quicé cego, do cabo quebrado
e três
juras de morte mal matadas;
uma
broxa de sapé, saco de tabatinga rosa
e três
paredes por repintar.
Meio
litro de água benta
três
assombrações exorcizadas;
um
naco de picumã
nas
três feridas saradas.
Um
alqueire de mandioca puba
quarta
e meia de farinha torrada;
meia
dúzia de ovos goros
de
três galinhas ninhadas.
Um
quinau de azeite bento
das
três perebas curadas;
uma
binga Vospic sem fluido
e três
bitucas apagadas.
O
coração, pelo meio, e a alma
de
saudades encharcada.
Classificado para a II Antologia POESIA PAU BRASIL - Organização:
ANTONIO CABRAL FILHO - Rio de Janeiro (RJ), em 14/8/17.
domingo, 20 de agosto de 2017
Trovas Classificadas em Concursos Oficiais da UBT 2017 - 04 e 05 e Trovas Publicadas 2017 - 07 e 08 (N.º 558 - Ano IV)
Fotos: Arlindo Tadeu Hagen.
Trovas publicadas na antologia MEUS IRMÃOS OS TROVADORES, vol. III –
Humor – Organização: DOMITILA BELTRAME – UBTN (União Brasileira dos Trovadores
Nacional), em 12/8/'7.
sábado, 19 de agosto de 2017
Textos Classificados 2017 - 011 e 012 (N.º 557 - Ano IV)
Flores de beijo. Foto: Francisco Ferreira.
Mão Boba
Enquanto um segurava o
ponteiro, o outro batia com a marreta. Confiança e equilíbrio faziam com que,
em trinta anos quebrando pedras todos os dias, jamais errassem uma marretada
sequer. Naquela manhã, quando João se lembrou das mãos de Zeca nas ancas de
Maria, titubeou... e arrebentou-lhe o crânio.
Amor Filial
Ao ver na TV o moço recebendo,
das mãos do governador, medalha pelos relevantes serviços prestados em prol da
qualidade de vida na terceira idade, o senhor que não via o filho há três anos,
chama os companheiros do asilo e diz com lágrimas nos olhos:
− Venham ver como o meu filho
é bom!
Classificado em 18º e 21º lugares na I Semana do IV PRÊMIO ESCAMBANAUTAS
DE MICROCONTOS, em 8/8/17.
Assinar:
Postagens (Atom)











