domingo, 15 de fevereiro de 2015

Um Poema Antigo - III


Fonte: hipersessao.blogspot.com

Putz, Grila!!!

No final de tudo aquilo
o que havia era um grilo
e não era o João Grilo!
Tampouco estribilho
quiçá, repentino brilho
nos olhos de um filho...
Era o da cuca
e outros grilos
numa grilagem cerebral?
Ou invasão dos Sem Mente
lançando somente
sementes do mal?
Se os filhos de Eva
sãos os filhos da treva
ou uma gente normal?
Eis a questão!!!
O breve cricrilar do grilo
só vem aumentar
o imbróglio, a confusão...

A mente, à baila,
no fio da navalha
neurônios em combustão;
não explica, o canalha,
se a razão, quando falha,
comanda-nos, a emoção?

No buraco da bala,
do peito em mortalha
um casal acasala
sem nenhuma emoção.

Um Poema Antigo - II



Fonte: artedobelo.blogspot.com

Paraíso Perdido

Pastos planos de planícies plácidas,
platôs e planaltos povoados de plátanos,
poucas pedras, pequenos pedregulhos.

Pássaros pretos, pintassilgos,
patativas e pequenos periquitos
passeiam pulando pelos postes.

Pachorrentos pastores pestanejam
perto das pontes,
prevendo patuscadas próximas e prazerosas,
sem prenunciar possíveis pesadelos.

Pensam em priscas promessas
que potreiam pensamentos passageiros
em plúmbeos poentes.

Percebem-se por perto
profusão de petúnias penduradas em pêndulos.
Potros prateados e pretos
pastam passivos e preguiçosamente.

Nos píncaros e pináculos, palmeiras,
pínus e pinheiros preenchem a paisagem.
Pacientes predadores perscrutam suas presas,
perseguem preás que pinoteiam pelas picadas
e pequenos pássaros, pombos.

Pessegueiros e pitangueiras produzem pomos
polpudos.
Pica-paus passam piando, aos pares,
pelas perobas e pindaíbas
proclamando o princípio de um paraíso
pleno, perfeito e perdido.

Um Poema Antigo - I


Fonte: www.fichasdesenhos.com

Xeque Mate

No grande tabuleiro
a que chamamos vida,
peão muitas vezes...

Mas também sou rei!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Pássaros II


Fonte: www.flickr.com

Tiziu

No verão, tiziu pegou espírito de trapezista,
é bicho cismático de artista,
tem vícios de picadeiro.
Sempre vestido de fraque
num luto eterno 
por insetos secos.

Pássaros I


Fonte: www.orm.com.br

Inhambu

Quando dia e noite se dão as mãos
para um breve beijo no ocaso,
canto de inhambu
machuca a dor da gente.

Fere fundo no peito.




domingo, 18 de janeiro de 2015

Amigos que Escrevem - VI

fonte: facebook da autora
AH ESSE DIA
Esse dia tão quente
e eu estou aqui a pensar na gente,
à pensar nos seus lábios
Tocando nos meus,
à pensar no que será
que acontecerá, 
quando minha boca te beija.
Esse dia tão quente
me faz ser vidente, 
em saber tudo o que você sente, 
ao pensar na gente
mas será verdade ou mentira?
afinal, você sempre mente.
Esse dia tão quente
me faz lembrar da verdade
que no seu coração não há maldade
que tudo que me disse é real
afinal, tudo aconteceu tão natural.
Foi em uma conversa divertida
e foi entre uma risada e outra
que me disse
que eu era tão querida
que eu era a sua preferida.
Esse dia tão quente
me faz pensar em você
pensar no que eu vou fazer
quando te encontrar, 
que palavras vou dizer
ou simplesmente chegar,
e sem dizer nenhuma palavra, 
um beijo na sua linda boca carnuda eu dar.
E como você vai reagir? 
Ah isso eu não sei ainda mas, 
a resposta logo em breve eu terei
de uma coisa eu tenho certeza
sem o seu beijo eu não ficarei. 
Me aguarde.
Camila Gomes - nasceu em Londrina, em 1989.  Sempre se dedicou ao desenho e poesia.  Participou do 28º Festival Poético de Cornélio Procópio (PR), fez curso pelo Prêmio Itaú Unicef (2012 e 2013) e desenhou a capa do livro "Cultura: caminhos para uma cidade mais democrática e acessível", de Aldo Moraes (Clube de Autores/2012). Publicou no jornal Club Poético/PR (2012), na revista literária Varal do Brasil (2013); Olaria das Letras (2014) e nos sites Recanto das Letras e Arte Brasil.  Ficou em 8º lugar no Concurso Nacional de Poesias Zé Mitoca (2013); foi classificada no II Prêmio Nacional Licinho Campos de Poesias de Amor e no 29º Festival Poético de Cornélio Procópio (PR). Recebeu Diploma de destaque no XIV Concurso de poesia Agostinho Gomes, em Portugal (2013). Sétimo lugar no Concurso Internacional de Poesia (Academia Giraldo/SP) em novembro de 2014.

Resgatando Premiações Antigas I


foto do autor

O meu poema CONFLITO  foi classificado para a antologia BIG TIMES EDITORA - VOL. 2 - em 26 de junho de 2012 (meu aniversário de 44 anos), conforme o link a seguir:

http://bigtimeeditora.blogspot.com.br/2012/06/livro-de-poesias-volume-2-selecionados.html 


Conflito

Na sombra do que fui
sou menos ave
mais atiradeira
todo pedra. De pedra...
Do ser que fui
sou menos eu
mais você
todo ninguém. De ninguém...
Do ser que nunca serei.
Ave no alvo, pedra na atiradeira,
eu, subtraído de ninguém
não serei, nunca serei...


Sereia!