domingo, 15 de fevereiro de 2015

Um Poema Antigo - II



Fonte: artedobelo.blogspot.com

Paraíso Perdido

Pastos planos de planícies plácidas,
platôs e planaltos povoados de plátanos,
poucas pedras, pequenos pedregulhos.

Pássaros pretos, pintassilgos,
patativas e pequenos periquitos
passeiam pulando pelos postes.

Pachorrentos pastores pestanejam
perto das pontes,
prevendo patuscadas próximas e prazerosas,
sem prenunciar possíveis pesadelos.

Pensam em priscas promessas
que potreiam pensamentos passageiros
em plúmbeos poentes.

Percebem-se por perto
profusão de petúnias penduradas em pêndulos.
Potros prateados e pretos
pastam passivos e preguiçosamente.

Nos píncaros e pináculos, palmeiras,
pínus e pinheiros preenchem a paisagem.
Pacientes predadores perscrutam suas presas,
perseguem preás que pinoteiam pelas picadas
e pequenos pássaros, pombos.

Pessegueiros e pitangueiras produzem pomos
polpudos.
Pica-paus passam piando, aos pares,
pelas perobas e pindaíbas
proclamando o princípio de um paraíso
pleno, perfeito e perdido.

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