segunda-feira, 14 de março de 2016

Feliz Dia Nacional da Poesia


Fonte: Imagem do google

Bocejos Oficiais

Diante do poeta
o governo boceja
aniquila sua obra
na indiferença oficial.

O boi rumina
a poesia do sal
que, na seca,
engorda os bolsos
insalubres do capitalista.

Oportunista, o sistema
condena artistas
aos obstáculos do beija-mãos
encerrando em cárceres privados
de arquivos mortos.

A arte abortada dos becos,
esquartejadas no muro
com ficha na polícia.

Um poeta que se cala à força
é porta aberta
à perpetuação do peso,
do grilhão e do medo!


14 de março - Dia Nacional da Poesia - excetuando-se as minhas conquistas pelo meu esforço próprio, nada a comemorar neste dia.

domingo, 13 de março de 2016

Poemas de 2016 - VII


Foto do autor

Regando sedas, em iluminuras,
opera a aranha, às escuras,
tramando fios em Alta Costura.

sexta-feira, 11 de março de 2016

quinta-feira, 10 de março de 2016

Trajetória Literária (2016) - II




Boletim Nacional da UBT (União Brasileira de Trovadores) número 571, fevereiro/2016 - página 06 - tratando da minha nomeação como Delegado da UBT em Conceição do Mato Dentro (MG).

Poemas de 2016 - VI


Fonte: intolerável.com.br

Se pode, a vida, fechar-se num relance
aprenda a ver, num repente,
a beleza ao teu alcance
num breve olhar de um instante.

terça-feira, 8 de março de 2016

Poemas Classificados (2016) IV


Fonte: tertuliabibliofila.blogspot.com


Privação

Na taberna dos sonhos
prateleiras vazias
fazem proclamas de solidão.

Atiro-me sobre as horas
para matar o tempo
de saudades imorríveis.

Escrevo joios em minha seara
que o minuano
varreu de silêncios e gafanhotos.

Em meu peito seco
correm areias e desesperanças
inundando as vazantes de nostalgia.

Meus dias são de eterno perder-me
se te ausentas
da minha diária ração de amor.

Classificado para a Revista ENTREVERBO - 26 - março/2016 - Canoas (RS)

domingo, 6 de março de 2016

Revista Samizdat (março/2012)


(Conceição do Mato Dentro)

Cosmopolita

Fui deitar-me e havia varandas,
alpendre e trinca-ferros trilando;
havia jardins? Havia...
e flores, à namorada, roubadas.
Havia frutas nos quintais? Havia...
pomares invadidos e risos
de crianças desembestadas, de bocas sujas, a correr
havia estripulias...

Acordei num turbilhão de gentes correndo,
sempre correndo, sem rumos
como quem vai a algum lugar e alhures! Apressados...
A cidade, velha dama provinciana, adoecida
inchando a olhos nus
malta de pedreiros, engenheiros, serventes e pedintes
e de hieróglifos indecifráveis nas fachadas,
ensaios de uma língua natimorta!
Muros, cercas e alarmes trancam sorrisos,
bom- dias e “olha o leite”
encarcerando em prisão-perpétua
padeiros, verdureiro, leiteiro
extintos, na mesma condenação
de outras dignas profissões abandonadas.

Não compreendo estas janelas
de comportamento inadequado:
sempre fechadas, na escassez de sorrisos...

O link para esta publicação é:

http://www.revistasamizdat.com//2012/03/cosmopolita.html