domingo, 1 de maio de 2016

Poemas Publicados - 2016 - Revista Escritores -261 - Ano XXII - abril/2016



Foto do autor.

Sólidos

No tempo das’águas, no em antes, do ano passado
andei quase a virar passarinho.
Um átimo da minha vocação
de borboleta ou morcego foi que faltou.
Desvoei!

Mas meu medo de menino,
medo ancestral da queda, amoleceu-me.
Desdesenhadas minhas asas tortas
recolhi as penas e a pena.
Despoetei-me!

Arrasto-me lagarto desde então.
Encaramujei minhas vontades
e liberdades receosas. Parado no ar
caindo de pedra e chumbo,
Gravitacionei.

Publicado na Revista Escritores - 261 - Ano XXII - abril/2016 - Clube de Escritores de Piracicaba (SP) 

sábado, 30 de abril de 2016

Poemas de 2016 - VIII


Foto do autor.

Palavrear

Ave
nave
pontes vocabulares.

Viajam páginas
pergaminham-me.
Atravessam...

Oceanos
portos
e palavras seguros.


domingo, 17 de abril de 2016

terça-feira, 5 de abril de 2016

Trajetória Literária - 2016 - V


Fonte: resistenciasculturais.blogspot.com.br

Digníssimo Escritor,

Este e-mail vem convidá-lo a receber o Troféu Cora Coralina em Honra ao Mérito pelo seu trabalho desenvolvido no ano de 2015/2016, em âmbito nacional.
O evento acontecerá no dia 28 de maio de 2016, as 19h, no Salão do Hotel Augustus Plazza Inn, em Goiânia. Todo Evento será divulgado nas redes sociais, assim como os nomes dos ganhadores.
Esperamos que possamos compartilhar deste momento na companhia de vocês.
Agradeço a sua LUZ e a sua irmandade para conosco.
Sem mais para o momento, queiram receber os meus abraços fraternais.
Confirmem por favor o recebimento dessa mensagem.

Visitem nosso site e conheçam nossos acadêmicos de todo o Brasil  http://academiadeletrasdegoiasv.blogspot.com.br/

(a) Ana Silva e Neyel Varela.
Vice-Presidente e Presidente da ALG

E-mail recebido em 15 de março de 2016.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Poemas Publicados 2016 - Revista ESCRITORES - 250 - Ano XXII - março/2016


Seca

Nas navalhas de macaco
o vento faz a barba do sol
debruando em brilhos o riachinho
que espreguiça fino em afluentes secos.
O anzol fere o espelho d’água rasa
colhendo piabas, cambebas
em matas de algas e pedras.

Do fundo da floresta
a noite conversa comigo
numa fala-flauta de cachorro ferido.
Nos grotões, e brenhas, e brejos
campeiam caçadores de estrelas
perdidas em nuvens- tempestade.

Sabiás assoviam sermões
suplicando setembros e chuvas
se a Primavera demora em epifanias
nos galhos secos, cortantes
que os ventos de agosto
desnudaram, despudoradamente.

O meu poema SECA foi publicado na página 25 da revista ESCRITORES - número 250 - Ano XXII - março/2016, do Clube de Escritores de Piracicaba (SP)

Trajetória Literária - 2016 - III


Certificado de Participação na antologia PERDIDAMENTE - Vol. I - do GRUPO MÚLTIPLAS HISTÓRIAS  - de Lisboa (POR) - março de 2016.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Poemas Classificados - 2016 - IX


Foto do autor.

Esconde-esconde

Num jogo devasso
dispõe a menina, de versos
astros e amores no linho
branco de um lençol
a brincar de mulher.

Sou seu boneco platônico
amor quebrado, marionete.

Lança-me tua luz, imaginária amante
e iluminamor a madrugada
da tarde que cai em mim
com peso de mil e uma
plumas!

À esta altura,
a noite já cegou-me!

Classificado para a antologia PAIXÃO ET CETERA E TAL - POEMAS SELECIONADOS - EDIÇÃO 2016 - da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) - Rio de Janeiro (RJ) - em 28 de março de 2016.