Publicação
na revista OCEANOS – 2017 – n.º 09 – da SOCIEDADE MUNDIAL DOS POETAS - organização: ALEXANDRE JAZARA DE OLIVEIRA
JASA – São Paulo (SP) – pag. 13, em 30/6/17.
sexta-feira, 7 de julho de 2017
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Trajetória Literária 2017 - 09 (N.º 513 - Ano IV)
Aderido como
editor da fan-page DARK BOOKS/CAFÉ, LIVROS E SÉRIES, em 27/6/17.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Poemas Classificados 2017 - 027 (N.º 512 - Ano IV)
Trabalhinho da turma de 1º ano (professora Betânia) da EE Daniel de Carvalho. Foto: Francisco Ferreira.
Apelo a Tânatos
Sob a Égide da Cruz
Zeus destronado já não mais pode
Provocar os vômitos de Cronos,
E o nosso destino é ser lentamente devorados!
...esperança não há!
Quisera a sorte de Diomedes
e ser estraçalhado nos dentes
Das putas devoradoras de homens,
Mas só me resta a lápide,
O cortejo e a perene condenação!
...salvação não há!
De águas estancadas, Lete não banha
E para as sujas sombras dos mortos
Somente o repaginado reino de Hades
Num inferno de fogo.
...esquecimento não há!
As algemadas Moiras não me tecem sequer um fio
E nos meus bolsos pobres
Não tilintam moedas para o barqueiro,
Reinam absolutos Momo e Oizus
E nosso único quinhão possível é zombaria e miséria...
...vida não há!
Classificado na SELEÇÃO PERMANENTE para o mês de julho/2017 do blog ENCHENDO ESTANTES em 27/6/17.
http://enchendoestantes.blogspot.com.br/2017/07/selecao-permanente-resultado-de.html
terça-feira, 4 de julho de 2017
Resenhas 2017 - 02 (N.º 511 - Ano IV)
Trabalhinho da turma de 1º ano (professora Betânia) da EE Daniel de Carvalho. Foto: Francisco Ferreira.
O Último Capítulo (I
Am The Pretty Thing That Lives In The House – em inglês)
Lançamento: 28/10/2016
Duração: 1h29’
Escrito e Dirigido por: Osgood Perkins
Música: Elvis Perkins
Elenco: Ruth Wilson (Lily); Bob Balaban (Sr. Waxcap); Lucy
Boyntown (Polly) e Paula Prentiss (Iris Blum).
A enfermeira Lily é contratada para acompanhar uma
escritora de livros de terror, já idosa, Iris Blum, em sua casa. Casa esta que
foi construída em1912, como presente de casamento para a recém casada Polly
Parsons, mas o casal desaparece antes mesmo de mobiliá-la. Lily, ao ser chamada
pela escritora de Polly é sugerida a ler o romance A DAMA NAS PAREDES, onde ela
começa a compreender a história trágica daquela casa. A esposa é morta pelo
marido e sepultada na parede da casa e desde então vaga pelos seus cômodos. Ao
final, ao ver-se frente a frente com o fantasma de Polly Parsons, a enfermeira
morre e em consequência da falta dos cuidados necessários a escritora também
morre.
O filme é de terror psicológico e a fotografia, os zoons
da câmera e um quase monólogo da personagem Lily é que provocam, de fato, o
pavor. Há um constante cricrilar de grilos e cigarras, a TV que nunca funciona
e só fica em estática (lembrando Poltergeist) são bastante sugestivos também. O
estado de alerta em que ficamos vendo-o, a sensação de perigo e terror iminente,
que, no entanto, raramente se realiza é o que prende mais a nossa atenção e que
dá uma sensação angustiante. A tensão no diafragma. Já no início, uma fala de
Lily nos deixa em a alerta: “As roupas
brancas fazem com que os pacientes sintam que eu não posso ser tocada. Mesmo
que a escuridão caia sobre eles por todos os lados, se fechando como uma
garra.” E pouco depois, quando ela está na cozinha telefonando e o fio do
telefone vai se esticando até que o aparelho lhe é arrancado violentamente da
mão. As cenas vão se desenvolvendo com lentidão calculada, os constantes closes
nas portas e escadas que ligam os dois pavimentos da casa nos compelem a
esperar sempre por algo que não acontece e isto nos faz grudar-nos na tela.
Para quem gosta de arquitetura e objetos antigos também é um deleite.
Diferentemente de alguns críticos do filme (embora no
cômputo geral ele tenha sido considero um filme 4 estrelas) em momento nenhum
dos 89 minutos eu me senti entediado, aliás o vi em 3 dias (devido a uma festa
tradicional aqui em minha cidade) e, sempre que desligava o notebook, eu o
fazia com pesar em adiar o momento de vê-lo até o final. Recomendo muito,
sobretudo para quem gosta de um bom filme de terror sem aparições horrendas e
sem nenhum sangue. Não é um filme que lhe provoque gritos de pânico, mas
arrepios e esses arrepios não cessam nem depois que você deixa de vê-lo. Por
algum tempo, ainda na atmosfera de O ÚLTIMO CAPÍTULO, permanece em nós a
sensação de que algo está para acontecer. Gostei muito!
Assistam e me digam depois o que acharam do filme.
Excelente semana para todos.
Resenha
n.º 02 no blog DRAK BOOKS – Pelotas (RS) – para o filme: O ÚLTIMO CAPÍTULO.
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Poemas Publicados 2017 - 032,033 e 034 (N.º 510 - Ano IV)
Trabalhinho da turma de 1º ano (professora Betânia) da EE Daniel de Carvalho. Foto: Francisco Ferreira.
Décimas de Cordel
I
Acordo ainda com medo
De arrepiados cabelos,
Cativo de pesadelos,
Mas mantenho-os em segredo.
Na estrada me ponho cedo,
Pés ligeiros, vou calado
Em meu viver desgarrado.
E para obter livramento
Pus no mar do esquecimento
As coisas do meu passado.
II
Tinha nos tempos de antanho
Liberdade vigiada,
Toda imprensa amordaçada
E pensamento tacanho;
Foi dum sofrer sem tamanho.
Ver povo manietado,
De coração embargado
Com choro, dor e lamento,
Pus no mar do esquecimento
As coisas do meu passado.
III
Crepita a lenha sequinha
O café já fumegando.
No tacho a banha chiando,
Ovo frito com farinha,
Salsa, coentro e cebolinha,
Carne, batata e feijão.
As ferramentas à mão,
Roceiro, a Deus, agradece.
É assim quando amanhece
Nas quebradas do sertão.
Publicado na Revista eisFluências – n.º 47 – Ano VII – Editora Fênix – Organização: CARMO VASCONCELOS – pag: 21, em 26/6/17.
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/revista/eisFluencias/47-Jun17/eisFluencias_Jun_2017_7_47-21.htm
domingo, 2 de julho de 2017
Textos Publicados 2017 - 41 (N.º 509 - Ano IV)
Trabalhinhos da turma de 1º Ano (Professora Betânia) da EE Daniel de Carvalho. Foto: Francisco Ferreira.
Da Espessura dos Sonhos e outros Devaneios
O
grande poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto em seu poema O Cão Sem Pluma
(1950), diz: “(...) é muito mais espesso
o sangue de um homem do que o sonho de um homem. (...)” e, de fato, o é. O
sonho de um homem nasce muito antes dele. São hipotecas de pais e familiares,
depositados numa conta corrente onírica, em nosso nome. Em muitos casos,
resultado dos seus próprios que foram abortados. Ao longo da meninice vamos
ostentando e gastando perdulariamente estes “depósitos”. Lembro-me que meus
primeiros devaneios eram de ser engenheiro – nem precisa dizer que eu não fazia
sequer ideia do que seria isto, pois, se o fizesse, tornar-se-ia pesadelo, já
que cálculos nunca foram a minha especialidade – mas alguém da família escreveu
este roteiro e gastei tanto deste sonho alheio para agradar as visitas e
orgulhar aos meus, nas mesas de jantares ou nas sestas em bancos de varanda da
velha fazenda que, felizmente, em certa manhã acordei completamente falido, não
restando sequer uma breve ilusão.
Um
pouco mais crescido, vendo os antigos pais de família de minha rua tranquila
retornarem para suas casas depois do trabalho, carregando seus embrulhos de
pão, guloseimas ao bolso para agradar a criançada e serem cercados pelos
filhos, o afago sem jeito nas esposas; decidi de que aquilo é a que se chamava
felicidade e sonhei-me neles. O homem que descia as ladeiras do bairro trazendo
nas mãos o alimento da prole, envergando o pó e o suor da profissão, a
representação da segurança e do provimento da família, o objeto da espera e
carinho dos filhos, do cuidado da esposa; o ideal de pertencimento, doação
mútua, das trocas, do ter e manter um propósito na vida que nos cobra altíssimo
preço em troca de dar-nos algum. Crescemos juntos, o sonho e eu. Parte dele
vejo sendo realizado todos os dias, mas vieram novos sonhos: casa própria,
emprego fixo, estabilidade emocional e financeira e, de repente, já me vi
hipotecando esperanças em nome de meus filhos. Mais ou menos nesta época veio
ao mundo o grande e perene sonho de minha vida, aquele de que pouco falo, mas
por que muito batalho: inscrever-me no rol dos escritores razoavelmente
conhecidos. Sonho árduo, tantas vezes abandonado e outras tantas retomado, que
apesar de não na velocidade com que queria, vai se realizando gradativamente. E
por estar já numa posição e idade que desfavorece gastar meu saldo de sonhos em
outras aventuras, em nome da realidade me apego sempre mais neste e, por ele, é
que me levanto todos os dias.
São os
ornamentos da vida, os nossos sonhos e são eles que nos alentam a enfrentar a
vida real que se faz cruel e implacável tantas vezes. O perigo é quando
extrapolam os limites e se tornam obsessões, sobretudo em não se tendo
maturidade de, em separando o joio do trigo, em prol deles, abrirmos mãos de certos prazeres. É o caso da
menina acima do peso que sonha em ser bailarina, mas não sacrifica os doces, o
lanche calórico e as massas; ou do garoto que quer ser jogador de futebol sem,
contudo, gostar de exercícios físicos, deixar das baladas ou do chope com os
amigos, entre outras coisas que por serem incompatíveis, inviabilizam a futura
profissão. Como reza a canção popular: “(...)
sonhar não custa nada, não se paga pra sonhar. (...)” mas há um custo para
sua realização, independentemente de seu tamanho. É mister que lembremos que
eles são bússola, mapas e rosa dos ventos que nos apontam para a realização
pessoal e a felicidade, não a sua condição única. E de que é muito mais espesso
o sangue, do que os sonhos. Que ousemos sonhar, mas com os pés bem fincados na
realidade, criando sempre caminhos alternativos, a viamão, opções de felicidade
que não estejam atreladas unicamente a um ideal de vida onírico.
Uma
semana de sonhos, realizações e aceitação da realidade para todos nós.
Publicação em minha coluna FIEL DA BALANÇA do blog OCEANO NOTURNO DE
LETRAS – Rio de Janeiro (RJ), em 26/6/17.
sábado, 1 de julho de 2017
Trajetória Literária 2017 - 08 (N.º 508 - Ano IV)
Matéria na fanpage do jornal
FalaCMD – Editora: ANA PAULA UTSCH - de Conceição do Mato Dentro (MG), em 26/6/17.
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