terça-feira, 4 de julho de 2017

Resenhas 2017 - 02 (N.º 511 - Ano IV)


Trabalhinho da turma de 1º ano (professora Betânia) da EE Daniel de Carvalho. Foto: Francisco Ferreira.


O Último Capítulo (I Am The Pretty Thing That Lives In The House – em inglês)

Lançamento: 28/10/2016

Duração: 1h29’

Escrito e Dirigido por: Osgood Perkins

Música: Elvis Perkins

Elenco: Ruth Wilson (Lily); Bob Balaban (Sr. Waxcap); Lucy Boyntown (Polly) e Paula Prentiss (Iris Blum).

            A enfermeira Lily é contratada para acompanhar uma escritora de livros de terror, já idosa, Iris Blum, em sua casa. Casa esta que foi construída em1912, como presente de casamento para a recém casada Polly Parsons, mas o casal desaparece antes mesmo de mobiliá-la. Lily, ao ser chamada pela escritora de Polly é sugerida a ler o romance A DAMA NAS PAREDES, onde ela começa a compreender a história trágica daquela casa. A esposa é morta pelo marido e sepultada na parede da casa e desde então vaga pelos seus cômodos. Ao final, ao ver-se frente a frente com o fantasma de Polly Parsons, a enfermeira morre e em consequência da falta dos cuidados necessários a escritora também morre.

            O filme é de terror psicológico e a fotografia, os zoons da câmera e um quase monólogo da personagem Lily é que provocam, de fato, o pavor. Há um constante cricrilar de grilos e cigarras, a TV que nunca funciona e só fica em estática (lembrando Poltergeist) são bastante sugestivos também. O estado de alerta em que ficamos vendo-o, a sensação de perigo e terror iminente, que, no entanto, raramente se realiza é o que prende mais a nossa atenção e que dá uma sensação angustiante. A tensão no diafragma. Já no início, uma fala de Lily nos deixa em a alerta: “As roupas brancas fazem com que os pacientes sintam que eu não posso ser tocada. Mesmo que a escuridão caia sobre eles por todos os lados, se fechando como uma garra.” E pouco depois, quando ela está na cozinha telefonando e o fio do telefone vai se esticando até que o aparelho lhe é arrancado violentamente da mão. As cenas vão se desenvolvendo com lentidão calculada, os constantes closes nas portas e escadas que ligam os dois pavimentos da casa nos compelem a esperar sempre por algo que não acontece e isto nos faz grudar-nos na tela. Para quem gosta de arquitetura e objetos antigos também é um deleite.

            Diferentemente de alguns críticos do filme (embora no cômputo geral ele tenha sido considero um filme 4 estrelas) em momento nenhum dos 89 minutos eu me senti entediado, aliás o vi em 3 dias (devido a uma festa tradicional aqui em minha cidade) e, sempre que desligava o notebook, eu o fazia com pesar em adiar o momento de vê-lo até o final. Recomendo muito, sobretudo para quem gosta de um bom filme de terror sem aparições horrendas e sem nenhum sangue. Não é um filme que lhe provoque gritos de pânico, mas arrepios e esses arrepios não cessam nem depois que você deixa de vê-lo. Por algum tempo, ainda na atmosfera de O ÚLTIMO CAPÍTULO, permanece em nós a sensação de que algo está para acontecer. Gostei muito!

            Assistam e me digam depois o que acharam do filme. Excelente semana para todos. 

Resenha n.º 02 no blog DRAK BOOKS – Pelotas (RS) – para o filme: O ÚLTIMO CAPÍTULO.

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