sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Textos Publicados 2017 - 046 (N.º 542 - Ano IV)

Flor Silvestre. Foto: Francisco Ferreira.



Maçonaria



A maçonaria, diferentemente do que muita gente acredita, não é uma sociedade secreta. É uma ordem iniciática, exotérica, filosófica, progressista e filantrópica com segredos. Também não é uma religião ou seita, aliás, para ser admitido como iniciado na Ordem é necessário que o proponente seja livre, de bons costumes e que professe uma religião, qualquer delas e que acredite num Ser Supremo. E, exatamente por admitir pessoas que professem quaisquer religiões que na Maçonaria, este Ser Supremo é chamado de Grande Arquiteto do Universo (Principal Planejador e Construtor do Universo). Não fazendo distinção de classes, raças, ideologia política ou religiosa.

O termo Maçonaria provem de mason (inglês) e maçon (francês) que significa pedreiro e construtor. É de presença mundial e se subdivide em células chamadas de oficinas ou, mais comumente, lojas. A célula de Conceição do Mato Dentro chama-se LOJA MAÇÔNICA ATALAIA DA SERRA e foi fundada em 1980, tendo portanto 37 anos. Segundo dados de 2008 existem no mundo todo 3,6 milhões de maçons, sendo, no Brasil, 170 mil.

O lema da maçonaria é LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE sem a sobrepujança de nenhum destes princípios.

Sua origem (Maçonaria Primitiva) é definida como tendo seu início entres os construtores dos templos da Idade Média, embora alguns autores e a própria Ordem date como seu surgimento no período da construção do Templo de Salomão (sec.XI a.C).

A maçonaria como a conhecemos hoje e que é denominada como Maçonaria Especulativa, surgiu em 24 de junho de 1717, na Inglaterra com o rompimento da Ordem com a Igreja Católica, a adoção da filosofia Iluminista.

Seus princípios éticos, muitos de seus símbolos e nomeações de seus graus (são ao todo 33) são baseados no judaísmo e no Antigo Testamento, embora hoje convivam bem Maçonaria e Igreja Católica Romana, a Ordem já foi condenada em mais de 20 ocasiões:

·         Sendo a primeira em 28 de abril de 1738  atráves da bula do Papa Clemente XII, denominada In Eminenti Apostolatus Specula.

·         O papa Leão XIII foi um dos seus mais ferrenhos opositores que a designava como Reino de Satanás em 1884 

·         E sua última condenação data de 1902, na encíclica Annum Ingressi, endereçada a todos os bispos do mundo em que alarmava da necessidade urgente de combater a maçonaria, opondo-se radicalmente a esta sociedade.

As Lojas não abrem seus trabalhos ordinários e seus rituais para o público em geral, mas em diversas ocasiões fazem o que chamam de Seções Brancas, em que não iniciados podem adentrar seus templos e assistir a suas reuniões.

Embora extremamente combatida (sobretudo pelas igrejas cristãs mais ortodoxas) e principalmente mal interpretada pelos “leigos” a maçonaria sobrevive ao tempo, está presente em muitos setores da sociedade e exige de seus membros patriotismo, espírito progressista e fraterno e que sejam “exemplos” na sociedade. Especula-se e, em muitos casos, a própria história atesta a sua participação em momentos decisivos da humanidade, como:

·         Inconfidência Mineira (Minas Gerais – 1789);

·         Revolução Farroupilha (Rio Grande do Sul e Santa Catarina - 1835 a 1845);

·         Independência do Brasil (1822);

·         Guerra de Independência dos EUA (1775 a 1783).

O patrono da Maçonaria é São João e o dia do maçom é comemorado em 20 de agosto. Talvez vocês já tenham visto adesivos em carros com um bode estilizado (de óculos e fraque) com os dizeres: “NÓS NÃO SOMOS O QUE DIZEM QUE SOMOS”, trata-se um free-maçon, um pedreiro-livre pedindo que não seja julgado sem o devido conhecimento prévio e, é um maçom (embora irregular e infrequente) que lhes afiança, com toda certeza, a maçonaria não teve, não tem e nunca terá qualquer intenção maléfica e nenhum caráter satanista. Trata-se apenas de uma ordem filosófica e discreta de homens livres e de bons costumes. O que mais dizerem são lendas e preconceito.

Publicação de minha coluna semanal FIEL DA BALANÇA no blog OCEANO NOTURNO DE LETRAS, do Rio de Janeiro (RJ), em 24/7/17.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Poemas Publicados 2017 - 085 a 088 (N.º 541 - Ano IV)








Antologia MEUS POEMAS VOL. II da Editora BECO DOS POETAS E ESCRITORES LTDA. de SÃO PAULO (SP), organização de MARIA JEREMIAS, pag. 32, poema: REMISSÃO.

Antologia MEUS POEMAS VOL. III da Editora BECO DOS POETAS E ESCRITORES LTDA. de SÃO PAULO (SP), organização de MARIA JEREMIAS, pag. 26, poema: COTIDIANO.


Antologia MEUS POEMAS VOL. IV da Editora BECO DOS POETAS E ESCRITORES LTDA. de SÃO PAULO (SP), organização de MARIA JEREMIAS, pags. 27 e 28, poemas: LOBO EM PELE DE POETA e SUICIDA, recebidos em 24/7/17.


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Poemas Publicados 2017 - 084 (N.º 540 - Ano IV)



Antologia MEUS POEMAS VOL. I da Editora BECO DOS POETAS E ESCRITORES LTDA. de SÃO PAULO (SP), organização de MARIA JEREMIAS, pag. 32, poema: A FRAGILIDADE DO AZUL, recebida em 24/7/17.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

Poemas Publicados 2017 - 044 a 083 (N.º 539 - Ano IV)


Livro autoral RELICÁRIO VAZIO, concorrente do I PRÊMIO MIAU DE LITERATURA, da EDITORA COSTELAS FELINAS, São Vicente (SP), com 40 poemas, recebido em 24/7/17. Próximo Projeto Literário.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Trovas Publicadas 2017 - 05 e 06 (N.º 538 - Ano IV)


Flores Silvestres. Foto: Francisco Ferreira (31/7/17) ©

Um amor enorme assim
é para sempre, querida,
ao menos, enquanto em mim,
houver centelha de vida.



Daquele amor que foi sol
e no passado vivemos,
perdido num arrebol,
nem a centelha, mais, vemos.



Trovas publicadas no blog FALANDO DE TROVA de Pindamonhangaba (SP), em 20/7/17.


domingo, 30 de julho de 2017

Trajetória Literária 2017 - 14 (N.º 537 - Ano IV)




Citação no blog FALANDO DE TROVAS de Pindamonhanga (SP), no Resultado dos XIX Jogos Florais de Curitiba 2017 - Categoria : Novo Trovador - Tema: Centelha, mais a publicação das duas trovas classificadas em 20/7/17.

sábado, 29 de julho de 2017

Resenhas 2017 - 04 (N.º 536 - Ano IV)

Córrego do Ginásio. Foto: Francisco Ferreira.



Resenha – O Canal – O Mal Está lá Dentro (The Canal em inglês)

Lançamento: 2014

Duração: 1h33’

Nacionalidade: Irlandesa / Britânica

Direção: Ivan Kavanagh (Prêmio de Melhor Drama no PORTOBELLO FILM FESTIVAL de Londres em 2007 com o filme A SOLUÇÃO)

Roteiro: Ivan Kavanagh

Trilha Sonora: Ceiri Torjussen

Elenco: Rupert Evans (Hellboy – 2004), Antonia Campbell Hughes (Brilho de uma Paixão – 2009), Kelly Byrne (Out of Here – 2013), Steve Oram

Obs.: disponível na Netflix.



Quando o casal David (Rupert Evans) e Claire (Antonia Campbell Hughes) se muda para sua nova casa, o casamento que lhes parecia feliz entra em crise e David descobre segredos de sua mulher – que já o vinha traindo há algum tempo – neste interim, ele que é arquivista de filmes antigos, descobre um rolo de filmes de 1902 que mostra uma série de assassinatos acontecidos na casa onde moram (o antigo morador assassina a esposa infiel, a babá, os filhos e se mata em seguida). E, em meio a este turbilhão de emoções, tudo leva a crer que a história se repetirá. É um filme carregado de suspense, mistério e terror, com uma série de aparições e o que é interessante é a obsessão e a teimosia de David em continuar vivendo na casa, mesmo depois da morte da esposa, sem se importar com os perigos iminentes que ele, o filho Billy e a babá Sophie estão sujeitos.

As locações e a fotografia foram muito bem escolhidas pelo diretor Ivan Kavanagh e se prestam perfeitamente a emprestar o clima lúgubre e assustador a que o filme se propõe. O Canal é um filme que nos prende à frente da tela uma vez que, além do terror em si, ele nos aguça a curiosidade em desvendar o que realmente se passa, se quem comete os assassinatos é de fato o fantasma da casa ou se foi David, influenciado pelos filmes e devido a traição da esposa. Outro detalhe interessante focado no filme é a dificuldade que os casais têm em lidar com a questão de um maior sucesso profissional da mulher. Notoriamente a crise do casamento é motivada por este fator, sendo a traição, apenas uma consequência disto.

Dos críticos, 75% o consideraram entre bom e regular e é como eu o classifico também. Embora, eu, particularmente, não goste de filmes de terror ou suspense que tenham crianças como personagens, neste caso, especificamente, o menino Billy não é tão afetado pela atmosfera dos acontecimentos ao seu redor, mantendo a inocência em relação aos fatos, mas peca, no meu entender, quando a criança desabotoa o cinto de segurança, abre a porta e cai do carro, atendendo ao pedido do espírito atormentado de seu pai, para permanecer na casa com ele e a esposa. Uma cena muito forte e de terror de fato é quando o fantasma de Claire dá a luz nos esgotos ao bebê que ela esperava. Para quem gosta do gênero Terror é plenamente recomendável.

Uma ótima semana a todos nós e que nos mantenhamos sãos, apesar dos filmes antigos.


 Publicação de minha resenha semanal no blog DARK BOOKS de Pelotas (RS) para o filme: O CANAL, em 18/7/17.