sábado, 29 de julho de 2017

Resenhas 2017 - 04 (N.º 545 - Ano IV)

Córrego do Ginásio. Foto: Francisco Ferreira.



Resenha – O Canal – O Mal Está lá Dentro (The Canal em inglês)

Lançamento: 2014

Duração: 1h33’

Nacionalidade: Irlandesa / Britânica

Direção: Ivan Kavanagh (Prêmio de Melhor Drama no PORTOBELLO FILM FESTIVAL de Londres em 2007 com o filme A SOLUÇÃO)

Roteiro: Ivan Kavanagh

Trilha Sonora: Ceiri Torjussen

Elenco: Rupert Evans (Hellboy – 2004), Antonia Campbell Hughes (Brilho de uma Paixão – 2009), Kelly Byrne (Out of Here – 2013), Steve Oram

Obs.: disponível na Netflix.



Quando o casal David (Rupert Evans) e Claire (Antonia Campbell Hughes) se muda para sua nova casa, o casamento que lhes parecia feliz entra em crise e David descobre segredos de sua mulher – que já o vinha traindo há algum tempo – neste interim, ele que é arquivista de filmes antigos, descobre um rolo de filmes de 1902 que mostra uma série de assassinatos acontecidos na casa onde moram (o antigo morador assassina a esposa infiel, a babá, os filhos e se mata em seguida). E, em meio a este turbilhão de emoções, tudo leva a crer que a história se repetirá. É um filme carregado de suspense, mistério e terror, com uma série de aparições e o que é interessante é a obsessão e a teimosia de David em continuar vivendo na casa, mesmo depois da morte da esposa, sem se importar com os perigos iminentes que ele, o filho Billy e a babá Sophie estão sujeitos.

As locações e a fotografia foram muito bem escolhidas pelo diretor Ivan Kavanagh e se prestam perfeitamente a emprestar o clima lúgubre e assustador a que o filme se propõe. O Canal é um filme que nos prende à frente da tela uma vez que, além do terror em si, ele nos aguça a curiosidade em desvendar o que realmente se passa, se quem comete os assassinatos é de fato o fantasma da casa ou se foi David, influenciado pelos filmes e devido a traição da esposa. Outro detalhe interessante focado no filme é a dificuldade que os casais têm em lidar com a questão de um maior sucesso profissional da mulher. Notoriamente a crise do casamento é motivada por este fator, sendo a traição, apenas uma consequência disto.

Dos críticos, 75% o consideraram entre bom e regular e é como eu o classifico também. Embora, eu, particularmente, não goste de filmes de terror ou suspense que tenham crianças como personagens, neste caso, especificamente, o menino Billy não é tão afetado pela atmosfera dos acontecimentos ao seu redor, mantendo a inocência em relação aos fatos, mas peca, no meu entender, quando a criança desabotoa o cinto de segurança, abre a porta e cai do carro, atendendo ao pedido do espírito atormentado de seu pai, para permanecer na casa com ele e a esposa. Uma cena muito forte e de terror de fato é quando o fantasma de Claire dá a luz nos esgotos ao bebê que ela esperava. Para quem gosta do gênero Terror é plenamente recomendável.

Uma ótima semana a todos nós e que nos mantenhamos sãos, apesar dos filmes antigos.

 Publicação de minha resenha semanal no blog DARK BOOKS de Pelotas (RS) para o filme: O CANAL, em 18/7/17.

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