terça-feira, 24 de junho de 2014

Poema Classificado I



A Leveza e o Peso de o Ser, ser...

Como é frágil o ser do Ser
Se jamais se amanhece o mesmo
E a vida, um vagar a esmo?

E que peso infinito é o Ser ser
Substância de fluídica levitação
Na matéria em putrefação?

Como é absurdo ser para o Ser
Na condição de perene e imortal
Aprisionado ao grilhão carnal?

E que paradoxo! Se o Ser é ser
Enquanto a carne é tão somente estar;
Este, naquele habitar?

E sendo o Ser imortal, portanto infinito
Que se supõe também atemporal.
Conviver num ser finito
O corpo bruto, pútrido e mortal...

*Classificados para a antologia VERSOS REPLETOS EM NOITES VAZIAS – Vol. VIII – CBJE (Câmara Brasileira do Jovem Escritor) – Rio de Janeiro (RJ) – em abril/2013.



11 comentários:

  1. Lindo como sempre,tudo que você posta....meu querido! Bjs! ♥ ♥ ♥

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    1. Obrigado, Cícera/Bruna, continuem participando e comentando em meu blog. Vcs são sempre bem vindas. Bjs.

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  2. Não foi a Bruna ,que postou ,foi eu Cicera,bjs!

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  3. lindos poemas vc e um poeta que sera lembrado pela eternidade

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    1. Quem sabe, Rosângela Lopes? Mas sou apenas um poeta menor, que tem amigos maravilhosos como você. Seja sempre bem vinda, beijos!

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