domingo, 29 de junho de 2014

Poema Classificado V



Maçã Envenenada

Há que se manter a esperança
num tempo em que a vontade
asfixiou-a
utópica e estraçalhada
dividida injustamente, em cacos.
Os bons tempos de hoje
serão lembranças
ridicularizadas de amanhã
tal como injuriamos as de ontem.
Saída? Não há!
Apenas o desconsolo
de estar vivo e preso
ao peso insustentável da existência:
criados a imagem e semelhança
e desgraçados por única maçã.
Do alto de suas asas
anjos de sobrecasaca
espiam sequiosos
nossas degradações todas.
Mas há que se ter um tantinho
de esperanças para o ato final
- se tempo houver –
e uma ínfima ilusão
de se gozar um quinhão de alegria
nesta vida que é toda DOR!


Destaque Literário Nacional - XIX Concurso Internacional de Poesias, Contos e Crônicas da Associação Literária e Multiprofissional “A Palavra do Século XXI” (ALPAS XXI) – Cruz Alta(RS) – maio/2013


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