domingo, 2 de novembro de 2014

III Concurso de Poesias Autores S/A - Duelo III - Fase de Grupos



(Tema: Imagem)

Xeque-Mate

A cada dia igual
aperto os parafusos que me sustêm a máscara.
Escamas de culpas
obstruem a visão de tardia fênix .
Minha atiradeira em repouso, funda calada.
Assim estou Excalibur embainhada na pedra.

De dedos tortos
A sorte já preDESTINOu as pedras do jogo:
Ganham as pretas.

Susanna Busato: O poema necessitaria ser mais trabalhado. A imagem de “Excalibur” não encontra referência no que vem em seguida no poema, tampouco na imagem da “Fênix” que a antecede. Há uma vírgula separando sujeito do verbo, não se percebe um efeito nesse desvio da regra.


Luís Henrique Pellanda: A imagem do poeta como Excalibur embainhada na pedra é excelente, e podia ter se desenvolvida de alguma maneira. Mas a expectativa não se cumpre, e o poema termina meio solto, hermético demais, enigmático demais. A referência à Fênix, por exemplo, é outra coisa que não se conclui, que não fecha. No final o “destino” em caixa alta, destacando-se da palavra “preDESTINOu”, é um recurso desnecessário. E há que se ter cuidado ali com o título, em que está faltando o hífen.

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