domingo, 14 de dezembro de 2014

Poema dos 47 anos - IV


Foto: www.pensamentoverde.com.br

Cão Danado

Não é que subestime tuas intenções malignas
é que desdenho prazeres fáceis e perigos.
Sou mesmo assim: covarde.

Não me prives das substancias proibidas
deste amor que me leva ao delírio
dos homens puros.

Não me negues teu corpo por três vezes
na segunda já parti para outra.
Explico: à noite, todos os gatos são pardos,
até á meia noite. Depois viro bicho.

Cão danado, vadio.

5 comentários:

  1. Há frestas em nossa vida por onde a substancia do que somos está sempre se escapando, mas não vemos para onde, as vezes sabemos por quê. Mais um poema magnifico. Bjs.

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  2. Ja sabe , que gosto de todas as sua poesias .....
    .... obrigado por nos presentear com obras tão lindas..
    ..beijinhosssss

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  3. A sábia colocação explica a trajetória dos sentimentos humanos ! Um abraço.

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