sábado, 7 de novembro de 2015

Poema dos 48 Anos II


Fonte: medob.blogspot.com

Cronômetro

No horizonte da fatalidade
a dinâmica do tempo exíguo
a nos exigir urgências!

Enlouquecido de sádico prazer
Cronos devora-nos lentamente
ilusões, vontades, cabelos, virilidade.

Tânatos, cão faminto, nos espreita
das esquinas da vida
nas encruzilhadas da morte.

E o barqueiro, mudo e mouco,
à cada instante tilinta moedas
de seu infinito tesouro 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Trajetória Literária XIX


Fonte: medtempus.com

"Ribeira Brava- Madeira - Portugal

          A Associação de Poetas de Região Autónoma de Madeira e a Editora Mágico de Oz, em comemoração ao crescimento da difusão da Literatura Brasileira em Portugal e com apoio institucional da Secretaria de Cultura de S.G do Amarantes, a Editora Mágico de Oz, pelo quinto ano consecutivo estará realizando no dia 23 de Janeiro, sábado, a partir das 19 horas, no Salão Nobre da Casa das Beiras a Casa mais Portuguesa do Rio de Janeiro. Mais uma edição do Prêmio Anual Melhores Poetas
          Esse encontro tem como objetivo homenagear, divulgar, galardoar e reconhecer profissionalmente por sua atuação com ética e competência no exercício de sua atividade artística e destacada participação com êxito e sucesso em atividades literárias no decorrer do ano de 2015, com a entrega do Diploma de Honra ao Mérito ¨Melhores Poetas Luso-Brasileiros”. O evento contará ainda com convidados especiais que serão paraninfos e patronesses da festa, como o fundador da Editora Mágico de Oz, que reside atualmente no Rio de Janeiro.
          Após a seleção de sua obra por indicação de entidades parceiras e competentes, temos a satisfação de convidar V.Sª para receber esta homenagem tão especial com o Diploma de Honra ao Mérito e medalha,  nesse evento dedicado aos profissionais de sucesso em uma noite de requinte e orgulho para todos.
          Na confirmação solicito o envio de um breve curriculum (1 lauda de 8 linhas) e foto e o poema selecionado digitado no corpo do e-mail.
          O poema será publicado em um livro e cada autor receberá 1 exemplar por direitos autorais. Certa de poder contar com V.Sª nesse evento antecipo os nossos agradecimentos e aguardo breve confirmação para reservas de convites. Estimamos que nosso encontro sele nossa amizade e trabalho pelos anos vindouros.).

Izadora Chagas Pontes
Representante no Brasil"

E-mail recebido em 6/11/15, dando-me conta da premiação do meu poema QUEDA com a medalha MELHORES POETAS LUSO-BRASILEIROS - 2015.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Trajetória Literária XVIII





Boa tarde Francisco Ferreira,

Temos o prazer de lhe comunicar que os seus poemas foram selecionados e farão parte da colectânea "APENAS SAUDADE", que será publicada pela Papel D' Arroz Editora.
Obrigado por ter participado neste grandioso projecto. Foram seleccionados 220 poemas, de 110 autores lusófonos...
A relação completa dos autores seleccionados será divulgada durante as próximas horas na página da Papel d' Arroz, assim como, nas redes sociais. Continuaremos a dar notícias durante todo o processo de produção e edição.

(a) Teresa Maria Queiroz
CEO - Editora Executiva - Grupo Múltiplas Histórias

E-mail recebido em 5/11/15 dando-me conta de minha classificação no Concurso "APENAS SAUDADE" da Editora Papel D'Arroz (Lisboa - POR),

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Meus Poemas Preferidos XI




Fonte: globoesporte.globo.com

Na Lateral Esquerda da Vida

E agora João?
O Mané já passou,
já driblou o goleiro...

Levanta, João! Reage
contigo todos somos
joões! Somos barro...

E agora João?
Teus cavalos calados,
o palácio ocupado
nem a Dinda restou.

Mas João não levanta
a vida foi tanta
que já se acabou.

E agora João?
Nem Sara, nem mica
seu poema esgotou.

E agora João?
Você que é sem vida,
sem faixa ou palácio,
a bola perdida,
a partida,
o poema, o põem, o pó...
João?!? Acabou...

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Meus Sonetos V


Fonte: minhadosedevoce.spaceblog.com.br

Obscuridade

Minha vida, em pétalas, se desfez 
feito crisântemo murcho ao poente. 
Minha alma outrora vivaz, tão contente 
jaz perdida ante tua desfaçatez; 

aniquilada em tamanha mesquinhez. 
Tornou-me todo, um ser disperso e ausente; 
sem brilho, apagado, estrela cadente 
perseguindo, em vão, a luz com avidez. 

Eclipsado, um vaga-lume, a vogar 
por entre brumas de saudade hostil. 
Uma alma rota, a mais se desgastar. 

Deixou-me em frangalhos, tua ausência vil 
condenando-me a nas trevas errar: 
um astro infante outrora, hoje senil! 

domingo, 1 de novembro de 2015

Poema Classificado XXXIX


Fonte:www.fundacc.com.br

Viagem Fantástica ao País dos Sentidos

Como em árvore ferida
o suor brotando como seiva.
Como seiva, o sangue a agitar nas veias.
O destilar da seiva da vida em sua entranhas.

Suores, odores e perfumes
misturando-se unos, no duo.
Reinventando mágicas poções de amor
no mágico balouçar de seus quadris.
Daí adormecer, a paz distante,
embalado no canto destoante
do Cisne Negro em êxtase.

Cavalgar teu seio ardente
ouvir no teu gozo o canto da sereia
em naufragar voluntário
do mar revolto de tuas coxas.

Calar num beijo a explosão do choro
reprimir, sob o meu corpo,
teu vulcão ativo de entrar em erupção.
Cravar meus dentes em seu pescoço
e, como vampiro, sugar teu suor
até, saciado, despencar
dos montes íngremes de teus seios,
sem morrer na queda.

Apenas adormecer ao teu lado
e sonhar contigo um sonho bom
em que percorra, incólume, 
a estrada de tijolos amarelos,
para no fim da jornada
entrar triunfante em teu coração
e dele me apossar como senhor absoluto.


Poema premiado em 7 concursos literários entre 2002 e 2004, com destaque para: "Menção Honrosa - IV Concurso Newton Braga de Poesias - Academia Cachoeirense de Letras - Cachoeiro do Itapemirim (ES) - agosto/2002. 

Amigos que Escrevem VIII



Fonte: adoradoresdoreidosreis.wordpress.com

Dia de Finados 

Dia de quem chegou ao fim 
Finados 
O fim não é assim 
Enterrados. 
Vida após a morte, sim 
Ressuscitados? 
Abel, morto por Caim 
Alguém morto no Botequim 
Saiu a pouco no folhetim 
Todos acabados? 
Aquele que caiu do trampolim, 
O ruim. 
O que perdeu mais um rim, 
O doente, velho estropiado... 
Todo mundo finado. 
O ente estressado 
Nesse dia separado 
Vai ao cemitério vê-lo enterrado 
Coitado! 
Nosso caminho está traçado 
Rico, pobre, são e doente 
O buraco acolhe quem corre 
E quem abraça a malfadada 
MORTE! 
Como o destino 
Num desatino da vida 
Que teimou em nos deixar .

(Marcelo de Oliveira Souza)


* Poema registrado na Usina de Letras


Marcelo de Oliveira Souza, IWAEscritor e  Organizador do Concurso Literário "Poesias sem Fronteiras"