sábado, 7 de novembro de 2015

Poema dos 48 Anos II


Fonte: medob.blogspot.com

Cronômetro

No horizonte da fatalidade
a dinâmica do tempo exíguo
a nos exigir urgências!

Enlouquecido de sádico prazer
Cronos devora-nos lentamente
ilusões, vontades, cabelos, virilidade.

Tânatos, cão faminto, nos espreita
das esquinas da vida
nas encruzilhadas da morte.

E o barqueiro, mudo e mouco,
à cada instante tilinta moedas
de seu infinito tesouro 

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