quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Conquistas Literárias 2014



Mais do que um livro, o Panorama Literário Brasileiro é um documento histórico. Ele registra as melhores poesias inscritas para as seletivas da CBJE (Câmara Brasileira do Jovem Escritor) durante nosso ano editorial (período outubro 2013/setembro 2014). Neste ano, como no ano passado, a seleção das obras ficou a cargo dos Acadêmicos do 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, órgão executivo da Litteraria Academiae Lima Barreto, 
no Rio de Janeiro.


Poema: Suicida


domingo, 26 de outubro de 2014

III Concurso de Poesias Autores S/A - Duelo II - Fase de Grupos



http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quais-foram-as-torturas-utilizadas-na-epoca-da-ditadura-militar-no-brasil

(Tema: Ditadura Militar)

Deportação

Falas de vidro estilhaçadas
abrem portas, criam vácuos
para a tortura se aninhar.

Aves de rapina
sobrevoam mentes e corações
cassando-os,  sustentam-se deles.

Harpias fecundam ovos goros
construindo teias no entrelace de suas presas
(m)atam-nas em masmorras.

Ventos de chumbo desfazem
as tramas da bandeira
de fio em fio, levam de mim, a Pátria.

Para longe...

Paulo Fábrio: Não gosto do término com reticências, o simples uso do recurso não leva o leitor adiante. No penúltimo verso, quem é o sujeito do verbo “leva”? Talvez haja um problema de concordância.


Chico Lopes: Metáforas previsíveis. Pouca força.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

III Concurso de Poesias Autores S/A - Duelo I - Fase de Grupos



www.colegioweb.com.br

Participação na I Rodada da Fase de Grupos (H) do III Concurso de Poesias Autores S/A:

(Tema: Professor)


Construtora de Destinos

Era só o que trazia:         
as minhas mãos vazias
e o coração em plenitude do nada.

Ligeiras as tuas mãos
à minha, guiaram em linha reta
expurgando dúvidas.

De tua língua em nossa Língua
toda fala pareceu poemas
era beijo, simplificado no sabor da palavra.

Ensinaste –me  a sonhar em alto relevo,
escrever em voz alta
tramas de minhas tessituras desconexas.

Sovaste a minha massa crua de cidadão-crisálida
e proclamaste (como no Gêneses): “Fiat lux!”
Fez-se.
E, muito do que sou é obra tua, minha primeira professora!

Comentários:

Luize Valente: O poema cumpre o tema proposto e, embora não apresente uma preocupação formal, sugere imagens de especial beleza da relação entre uma professora e um aluno, com interessantes usos da metáfora. Uma sugestão: suprimir o último verso, uma vez que nada acrescenta e, pelo contrário, traz um tom infantil desnecessário, destoante do resto da obra. 

Luis Maffei: Poema ingênuo, que consegue criar certa sinestesia, mas que se conclui de maneira abrupta e previsível.
***
“Banquete”
Revoadas de cupins
anunciando boa chuva.
Sapos se regalam.

Nota: 02 (em 5)


Comentário: Edson Kenji Iura  Os dois versos iniciais anunciam o fenômeno natural e o augúrio do observador humano. Mas o terceiro verso estraga tudo ao anunciar uma relação de causa-efeito. A métrica está irregular.

http://autoressa.blogspot.com.br/

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Poema Classificado XXI


nerdwayoflifegroup.blogspot.com

Golpe Seco

A dor desafia a mente
desafiadoramente.

Dez afiam a faca.
Cortam rente.

Valha-me Deus

e a navalha.


Classificado no Prêmio Literário Galinha Pulando 2014 - Salvador (BA) em outubro/2014

http://galinhapulando.blogspot.com.br/2014/10/premio-literario-galinha-pulando-2014.html

domingo, 12 de outubro de 2014

Poema Classificado XXI


obviousmag.org

Sólidos

No tempo das’águas, no em antes,
do ano passado
andei quase a virar passarinho.
Um átimo da minha vocação
de borboleta ou morcego foi que faltou.
Desvoei!

Mas meu medo de menino,
medo ancestral da queda, amoleceu-me.
Desdesenhadas minhas asas tortas
recolhi as penas e a pena.
Despoetei-me!

Arrasto-me lagarto desde então.
Encarmujei minhas vontades
e liberdades receosas. Parado no ar
caindo de pedra e chumbo,

Gravitacionei.

Classificado para a antologia VOZES DE AÇO - XVI do XIV Concurso Nacional PoeArt de Literatura 2014 (Poemas)

Poema Classificado XX


blogoget1.blogspot

Estação das Chuvas

Está chovendo de desbotar urubus,
as águas escarnecem de lodos, os dias
e os rios, atolados até o pescoço,
nos desvãos dos barrancos.
Garças colhem peixes nos altos
galhos das ingazeiras flutuantes.
Sabiás cantam litanias às avessas
pedindo sol e aragem na ferrugem
branca das serras de além de...
Na casca da lua germinam estrelas
para derramarem-se vagalumes
sobre o assoalho das nuvens e ventos.
Crescem musgos nos verdes dos periquitos
e de algas, poluem as barbas dos montes.
Das pedras resfolegam lama
em seus ternos de liquens.
Narcisos bebem das prateleiras
dos córregos navegados de folhas.

Deságuo em mim! 

Classificado para a antologia VOZES DE AÇO - XVI do XIV Concurso Nacional PoeArt de Literatura 2014 (Poemas)

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Poema Classificado XIX



www.portugal-linha.net

Queda

Calcar na rocha a rubrica da dor
tatuar no sangue espesso
cristalizar signos
da cruz de todo o dia.

Pictografar a pele
na tortura do voo revés
desguarnecido das asas
com que sonhei-me anjo
ou pássaro...

Tanto mais a vida me reflui
mais me infinito em paradoxos.
Assimilo-me às pedras e perdas
faço-me montanhas. Túmulos...

No desamparo da queda
apeado de asas
em múltiplas âncoras
álibis ou habeas-corpus tão inúteis.



O voo se desata no chão.

http://autoressa.blogspot.com.br/2014/10/notas-comentarios-e-classificacao-da.html