sábado, 10 de outubro de 2015

Poemas Classificados - XXXVIII


Fonte: www.educasempre.com

Fragilidades

Desenho de giz 
sob a goteira do tempo.
Coando-se em mim
a morte constrói castelos
e estalactites...

Dente de leão
que o destino bafeja
a deriva dos ventos
... e tufões!

Nos tentáculos do deserto
o sol/criança gulosa
lambe-me, escultura de gelo.

Impetuosa corrente de vida
arremessa-se em meu peito
fraco/flácido papel de seda.

Na mesa de deuses famintos
o desjejum.
Sou boneco de açúcar! 


Poema classificado para a REVISTA ENTREVERBO - 22 - Setembro/2015 -  
Canoas (RS) - em 9/9/2015 

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