terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Meus Poemas Preferidos XII


Fonte: fritahastamorir.blogspot.com

Sofisma

Canto aos quatro ventos
a fictícia história de um homem
normal, de meia idade
e, à cada dia, aperto mais
os parafusos que me sutem a máscara.

Atuo com maestria de canastrão
na comédia cotidiana
brandindo falsa felicidade
aos olhos vazios
da plateia de marionetes.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Amigos que Escrevem XI


Foto da Autora.

Eu agora, eu e a solidão... acordo atordoada, sem entender se é sonho ou realidade... minha cabeça a rodopiar, te procuro você não está, choro, sofro, tudo foi sonho, tudo ilusão. Meu mundo, meu tudo, meu desassossego, onde você está, se há pouco tempo eu estava a te amar...?!
Nessa triste solidão, vivo a te amar, meu coração, minha alma vive a te buscar, eu te encontrar onde menos você está, queria te tirar desses meus devaneios e mais uma vez em teu corpo tocar, te dizer que sem você não sei continuar, mas o que fazer, se eu não te encontro e de mim distante estás, vou vivendo por viver, nesse meu sofrer, um dia ei de te encontrar, não será como nos sonhos, que te beijo, te apego, te sussurros e me entrego, mas ao despertar você não está, será eterno como deve ser, entre dois seres que decidiram se amar,...(Iara Aragão_06_12_2015)

Texto extraído da fan page da poetamiga IARA ARAGÃO, cujo endereço é:

https://www.facebook.com/Iara-Aragão-141860286175609/?ref=profile&pnref=lhc

Poema Classificado XLV

Fonte: Arrecifesdecordeis.zip.net


Cantador, se quiseres cantar; veja que te não aconselho, os tempos são difíceis!
Mas se imperativo for, que cantes aleluias às alegrias da chuva nova
na poeira velha e o cheiro bom do bom barro de telha branco.
Ou o ocre dos ceramistas, o branco das terracotas e o ocre dos santeiros
nos cheiros molhados dos terreiros.
Não é que te queira ensinar o ofício de padre dizer missa (longe de mim)
é que os tempos são de seca, são difíceis.
O mundo está sinistro, digo isto só para parecer mais jovial.
Mas se quiseres calar (veja que não te censuro).
Se acaso, porém insistires, que cante a paz.
As harmonias de abelhas e vespas e formigas em seu fatigar - operárias em construção –
na produção de alimentos e no tornar fronteiras mais seguras.
Vidas mais úteis, vidinhas miúdas...
Ah, cantador, se os governos fossem assim, tão eficientes!
Seríamos formigas maiores e mais úteis, te garanto! E nossas vidas, melhores.
Não que me queira queixar é que a seca destes tempos sombrios
tornou agreste a minha alma e desertificou o meu espírito.
O nosso destino de veredas é alimentar rios.
Se calado, quiseres cantar e depois emudecer, (veja que não te pressiono, nem apresso),
já que, por ti, tenho tanto apreço.
É que nestes tempos secos de dificuldades, cantar é dorido.
Mas se de todo, quiseres te expressar, que cantes jardins, belezas de moral em cachos,
canteiros floridos de ética, floradas de justiça e leiras e leiras de democracia.
Não é que te queira dizer o que dizer é que aqui, ao sul do equador,
são tempos de seca, qualquer fagulha pode atear incêndios e tiranias.

Classificado no II Concurso Literário "Justiça e Igualdade Social" - São Paulo (SP) - 2015

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Poema Classificado XLIV



Fonte: bomaurelio.zip.net

Panaceia

Cuidar que se mantenha acesa a chama,
fazer brotar, da bruta pedra, a flor
e em se iludindo, se esquivar da dor,
é este o desafio inglório de quem ama.

O coração, de amor, tanto se inflama,
que nos cremos cativos deste horror, e
nesta confusão se chega a supor
ter presa, a vida, nas mãos de quem se ama.

Mas o amor (veneno) se faz alento
balsâmico lenitivo e tônico
suavizante para todo o tormento.

E não existe mal agudo ou crônico
de que o amor atuando como unguento
não suavize num espírito agônico.

Classificado no II Concurso Literário "Justiça e Igualdade Social" - São Paulo (SP) - 2015.

Poema Classificado - XLIII


Fonte: www.erasmobraga.com.br

Herança

Dentre os homens todos sou o derradeiro
a recolher a tão inútil poesia
e a deixar a terra da fantasia
intacta e livre para o meu herdeiro.

Filho que não fiz... mas tão verdadeiro,
posto que n’alma sempre lhe trazia
e nos poemas todos que fazia,
já o divisava neles por inteiro.

Este filho meu, tão inconcebido,
que na mente o tinha desde criança
dum ancestral desejo recolhido.

Este filho meu, a quem a esperança,
a paz e o bem que nela vão contidos
é o que desejo lhe deixar de herança.


Classificado no II Concurso Literário "Justiça e Igualdade Social"  - São Paulo (SP) - 2015.

Participação em Antologias - IX


ANTOLOGIA POESIA E PROSA - II CONCURSO LITERÁRIO "JUSTIÇA SOCIAL" - Organização: MARISE ANDREATTA. Em que participo com os poemas: 'DE SECAS E VERDES", "HERANÇA" e "PANACEIA".

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Poemas Classificados XLII


Foto: "Rosto na Parede"

A Negação do Amor

E antes que permitas
que eu te ame assim
em devoção agônica,
hei de desbravar terras novas
armado do sabre da curiosidade,
a aventura a me catapultar.
Invadir salões insuspeitos
profanar corpos e templos
macular o meu, ainda virgem,
em holocaustos de oferendas pagãs
que me consintam a vilania
de perder-me, antes de me danar de amor.
Deixa que colha flores mortas
e arremeta o peito
sobre rochedos e espinheiros
e que mortifique meu espírito
até sangrar,
sequioso que é de glórias românticas.
A pena bastaria se fosse poeta...
Se fosse poeta bastaria
o pergaminho e um tanto de paz
mas não o sou,
sou nada além da procura em vão
de encontrar-me para me perder.

Antes que eu me permita te amar assim...

Segundo Lugar no XXXVIII Concurso de Poesias da Edições AG - São Paulo (SP) - 2013.