terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Poema Classificado XXIV


Fonte: 1.blog.djmatioca.com 

Indecifrável

Rascunho-me, o mesmo, todos os dias
na vã tentativa de sobreviver às quedas
e dar vida ao projeto
que  me redigiram – Deus e destino –
num roteiro de dramas
e tramas cômicas.

Analfabeto de viver
escrevo-me, indecifrável.

De mãos atadas e impróprias
ao desenho e traços

esboço-me em humanóide.

Classificado para a antologia Poemas Descalços na Noite Serena - Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) - Rio de Janeiro (RJ) - dezembro/2014.

Um comentário:

  1. A vida vem em branco, e, cabe-nos rascunhar, e, passar a limpo ! um abraço.

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