domingo, 8 de março de 2015

Meus Sonetos II


Fonte: www.tdah-reconstruindoavida.com.br

Masmorras

É ao peso dos grilhões que se acorrentam
as nossas formas amorfas de humanos.
É a vis valores que nos atrelamos e
nefandas formas de amar nos sustentam.

Em torpes vícios é que se apascentam
mesquinhos espíritos inumanos
e no transcurso impassível dos anos
estas infernais muletas só aumentam.

A chão de fascínios inebriantes
prender se deixam e se vão a perder
nossas almas infiéis, vacilantes.

Busca o homem, nestes sofismas, se abster
de sustentar em suas mãos mendicantes
a insustentável leveza do ser.

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