sexta-feira, 17 de julho de 2015

Blog Papel D'Arroz (Portugal) 17/7/15


Fonte: eeratudomuitobom.blogspot.com

Quebranto

Seus olhos
os olhos meus...
Renderam-se em alumbramentos
num átimo, corrente de vento,
com sabor de azul piscina
e o cheiro de pores-do-sol.

Mas veio o ciúme
o quebranto
mau-olhado nos olhos meus
e o azul brando do vento
virou vermelho descontentamento
em meus olhos
nos olhos seus...

E o gosto insalubre do pranto
rolando num pós encanto
num fastio-inanição
cobriu de breu, no meu peito,
os meus olhos
os olhos seus...
e os olhos do meu coração!

http://editorapapel.blogspot.pt/2015/07/quebranto-francisco-ferreira-5-concurso.html







2 comentários:

  1. Imagino que este momento de criação, por certo marca sentimento de dor, que todos por dado momento enfrentamos, mas o melhor da vida é poder contar com outros dias, e outros olhares.Sempre perfeito. grande abraço poeta, e que seus olhos não precisem avermelhar-se nunca !

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  2. Obrigado Neli. A criação envolve um pouco de suor e sangue, mas, muitas vezes, o resultado justifica a exaustão do ato de criar. Assim é com os sentimentos, com as obras de arte, com o ofício e com os filhos. Abraços.

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