sábado, 21 de novembro de 2015

Poema dos 48 anos III



Fonte: revistaladoa.com.br

Amargo Rio Doce

Rio acima desovo-me
fluido fujo da foz
evitando aMAR.
Águas mortas
em linhas tortas
sólidos liquefazem no ar.
(Partículas em suspeição).

Rio suspeito
em meu leito
de sublevação.
Peixe fátuo, fresco, frito
água furtada, fonte aflita
torrente de monção.
(Água turva insurreta).

Pousa em graça
pouso de graça
bicos longilíneos, des-caminhar.
Correnteza, cabeceira
leito seco, peito seco, corre seco
a caminho do aMAR.
(Movem-me moinhos, aguarrás).

4 comentários:

  1. Triste, porém é a mais dura realidade no momento.

    ResponderExcluir
  2. Chora de amargura e amargor o nosso Doce, faço parte deste rio, pois nasci próximo a nascente do Santo Antônio, que vai engrossar-lhe as águas mais além e hoje apenas morre junto com ele. Abraços, Neli.

    ResponderExcluir
  3. A morte de seres visíveis e invisíveis, é o preço que estamos pagando diante desta triste realidade.

    ResponderExcluir
  4. Amargaram de forma trágica aquilo que a Natureza concebeu doce, o nosso Doce. Abraços, Vera.

    ResponderExcluir