sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Poema Publicado 2017 - 001 (N.° 400 - Ano III)



Apelo a Tânatos

Sob a égide da Cruz
Zeus destronado já não mais pode
provocar os vômitos de Cronos,
eo nosso destino é ser lentamente devorados!
...esperança não há!

Quisera a sorte de Diomedes
e ser estraçalhado nos dentes
das putas devoradoras de homens,
mas só me resta a lápide,
o cortejo e a perene condenação!
...salvação não há!

De águas estancadas, Lete não banha
 e para as sujas sombras dos mortos
somente o repaginado reino de Hades
num inferno de fogo.
...esquecimento não há!

As algemadas Moiras não me tecem sequer um fio
e nos meus bolsos pobres
não tilintam moedas para o barqueiro,
reinam absolutos Momo e Oizus
enosso único quinhão possível é zombaria e miséria...
...vida não há!

Publicado em Coluna Poética - blog ZONA AUTORAL - Aracaju (SE)  em 26/1/17.

http://www.zonaautoral.com/single-post/2017/01/26/Apelo-a-T%C3%A2natos

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