sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Poema Classificado 2017 - 03 (N.º 404 - Ano III)


Foto: Francisco Ferreira.

Deidades



Um pequeno deus é o que queria ser

pois grandes deuses pesam o universo

e nossas mentes. Congestionam.

Burlando a vigilância irascível do tempo

eternizar o segundo último

d’antes da ejaculação. Ali, de fato, o paraíso.



Amarrar tua boca

em minha língua

em nós de nós de existência.



Ferir teu peito de amores por mim

e só por mim, cegar-te os olhos

em seletivas visões.



Mas se não sou deus, se sou pequeno,

se sou passível de desvarios

amo-te apenas! Nada mais!

Classificado para a ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS – 146 – Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE) – Rio de Janeiro (RJ) - 28/1/17.



Um comentário:

  1. Caro amigo literato "Troca Letras" Francisco Petrônio Ferreira, nada é tão imenso, que o amor de Deus não alcança; e nada é tão pequeno,que o amor divino não se importa. Parabéns pequeno grande escritor, abraços!

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